Esquecidas em algum canto. Não mais minhas. Nem suas. De ninguém. Ficaram assim... Perdidas. Eu, perdida. Essa minha mania de não registrar cartas. Para onde foram? Para onde foi? Confirmei o CEP. Estava certo. Estava tudo tão certo. Mas elas não chegaram. Ou talvez tenham ficado perdidas entre a mudança da mesa para a nova caixinha de correspondência. A merda da nova caixinha de correspondência. Ou talvez eu nunca as tenha escrito. Talvez elas nunca tenham existido. Porque elas não são mais minhas quando as dou pra você. E se você não as recebe... Não existem. Porque as palavras existem quando são lidas. Relidas. Sentidas. Quando existem para alguém. Para mim elas não existem. Para você elas não existem. Morreram. Morreu. Morremos. Pra que? Merda, pra que? Tanto. E depois tão pouco. Sobrando versos, declarações, histórias. No papel. No lixo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)




1 comentários:
São reciclaveis, no mínimo.
Acredite, manda um SMS.
Um tempo livre.
Manfra
Postar um comentário