Ela continuou pintando, ele fotografando. Ela em todas as cores. Ele em contrastes que se desmanchavam nas nuances do cinza. Amadores. Amantes de suas artes erradas e tortas. Amantes. Iam sobrepondo suas obras pelas paredes do pequeno apartamento numa travessa qualquer. Quarto-sala. "Mas tinha uma varanda. E daquela varanda a gente via tudo. E ouvia Elvis." Os amigos eram poucos. Os dela sumiram. Os dele não aprovavam. Alguns poucos os freqüentavam e estava bom assim. Ela fazia bolinhos “com gosto de coisa mais gostosa do mundo”, tomavam cerveja, alguns fumavam, mas todos sorriam. A felicidade morava ali, entre rabiscos e enquadramentos estranhos.
sábado, 16 de outubro de 2010
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1 comentários:
É isso aÍ menina! Lindo!
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