terça-feira, 7 de setembro de 2010

To whom it may concern...

Ahhh! E a incrível sintonia de nós dois... dá uma trégua! Balde de água fria! Onomatopéia de tombo! Eu me rasgando de saudade. Você quase dormindo... Eu cantando aquela velha canção. Você se esticando sob os lençóis... Não os meus. Nem os seus. Estranhos. E torço de leve, com a maldade que me permite o mais doce dos vilões que você perca o sono. Não a noite inteira. Por alguns minutos. Mas que eles pareçam muitos. E que nesses minutos eu apareça. Lembrança gostosa de ontem à noite. Quando você me fez perder o fôlego. E que você perca o fôlego também. E sinta o que eu sinto agora. Nesses segundos que não passam. Que se arrastam como se quisessem torturar. Ecoando nós dois pelas paredes. Tá faltando o tato. Tá sobrando pensamento. Não-fotos espalhadas pelo quarto. Memória do que não se pega. Sente. Falta você no espaço. Sobra eu no tempo.

Um comentário:

Th-Alice Star disse...

É o famoso "A frouxidão no amor é uma ofensa". É horrível quando você é intensa e a pessoa vem com um balde de água fria. Um talvez ou um "tanto faz". A pessoa dorme, boceja, dá de ombros ou turva a vista. A falta de emoção é irritante e frustrante. É uma merda.

Parabéns pelo texto. Beijos.