Pelos velhos tempos...
Antes mesmo que pudesse chegar, se foi
Ficaram os desejos e se foram os sonhos
Deixou-lhe uma canção francesa que falava de amor
E dezenas de outras que falavam de saudade
Deixou-lhe a esperança do encontro e o desespero da solidão
Uma folha alaranjada e um papel em branco
Nenhum telefone, nem a certeza do nome
A indelicadeza do desamparo
Do abraço oferecido e depois negado
Assim como um estranho que te deixa só no banco de ônibus
Levantou-se e foi embora
terça-feira, 29 de junho de 2010
Folhas Laranjas II
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1 comentários:
Essencial.
Fantástica, uma das raras pessoas que transformam ar em ouro.
Manfra
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