Não espero que você responda, corresponda ou goste,
É só essa minha necessidade de escrever, me abrir e escancarar...
Na vã fragilidade de quem se entrega
Eu vou contando meus pedaços no ritmo de um blues qualquer...
Não se chateie se chegar uma carta, se eu telefonar e me declarar,
Não precisa dizer nada, pode até desligar...
Mas se desligue, então, de uma vez
Só não me deixe no meio passo entre o mal e o bem...
Não me julgue se eu não sei ser pela metade
Se eu não sei te querer ao meio, é essa minha mania de tudo inteiro...
E na tensão dessa intensidade tão minha, eu te escrevo não para você ler
É só para eu saber o quanto se perde no caminho longo da saudade até o papel...
terça-feira, 25 de maio de 2010
Despoesias II
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1 comentários:
"A solidão é meu cigarro
Não sei de nada e não sou de ninguém
Eu entro no meu carro e corro
Corro demais só pra te ver, meu bem"
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