segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Coerência, minha filha, coerência

Eu tenho uma relação bonita com as palavras, adoro a palavra delicadeza, adoro a palavra cu... Simples assim... Mas a última que tá me tocando no fundin do coração é coerência!

Nada mais bonito do que uma pessoa que age com coerência. Essa coisa de suas ações refletirem suas idéias, suas ideologias. Coerência tem a ver com ser honesto consigo mesmo, com seu passado, suas experiências, seu estilo de vida, sua criação. Mas coerência não é algo somente subjetivo... De você para você mesmo... Você tem que estar coerente com o mundo a sua volta, conectado de alguma forma com tudo que o cerca, sem isso parece que as coisas não fazem muito sentido.

E como eu gosto de exemplificar as coisas pelo exemplo mais besta mesmo aí vamos nós:

Situando: Estamos naquela época em que o inverno começa a dar tchau e a estação das flores (#holambra) está chegando, pois é, entrando naquela época de transição entre o verãozão que está por vir e o inverno que acabou de passar, mas de qualquer forma ainda é inverno e a qualquer momento um friozinho pode bater, então queridos e queridas, prestem atenção!

Não é porque fez um calor de 30 graus em pleno 15 de agosto que você vai enfiar um vestidinho de alcinha, curtérrimo e floridinho, uma rasteirinha de couro com tiras finíssimas e amarrar o cabelo num coque bem lá em cima como se o calor estivesse te fritando as glândulas! Não, meu bem, não dá! Mas tbm não dá para sair de bota e cachecol só porque é inverno e ao botar o pé sentir que sua roupa está cumprindo as funções de uma sauna...

Nesse caso, coerente é estar confortavelmente vestida para um dia mais quente, mas sem parecer que tá com síndrome de passarela (desfilando coleção de verão no inverno!). A saída? Os tecidos não sintéticos - que deixem a pele fresquinha, cores mais claras - para combinar com o dia ensolarado e passar a mensagem de leveza e equilibrar essas informações com comprimentos menos 'reveladores de pele', como bermudinhas, blusinhas em modelagens amplas que não colam no corpo mas deixam tudo cobertinho sem sufocar a cútis. Ou então, a outra ponta da coisa toda: encurtar comprimentos mas abusar de pecinhas com cores e materiais mais invernais. Saias curtíssimas com calçados mais pesados, vestidinhos curtinhos mas com jaquetas com cara de 'quentinha'.

A volta da boa e velha jaqueta jeans (mais lavada do que nunca, quaaaase branca meeesmo!), sapatilhas, lenços fininhos, prendedores de cabelo charmosos como tiaras ou grampinhos (só pra tirar o cabelo do rosto), tricôs de trama mais aberta/cor mais fechada ou trama mais fechada/ cores mais clarinhas são ótimas opções para dias em que o clima deixa de ser coerente com a estação do ano mas que nem por isso precisam ter esse desequilibrio refletido na nossa imagem!

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