terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O mistério do chester!

Lá por meados de novembro ele é ressucitado e passa a frequentar os refrigeradores dos mercados e nossos freezers também. Surge do além! Deve fcar em cativeiro junto com panetones, chocotones e com os especiais de Natal só esperando a hora de invadir nossas refeições e o horário nobre.

Vira sinônimo de margarina e é anunciado por famílias e amigos felizes e unidos e a gente quase chega acreditar no poder apaziguador dessa ave que cultiva o bom hábito robertocarlístico de manter o sucesso: aparecer uma vez por ano para garantir que alguém vai sentir saudade e fazer sua aparição digna de anúncio no meio da novela.

Ele parece simbolizar o Natal... Porque é o bom e velho frango assado de domingo, mas com classe, digno de ceia... E como todo frango assado inteiro, vem com aquele espírito de família reunida, muita gente em volta da mesa e a briga por partes que cismam em não ser mais de duas. Há tantos mitos em torno do bicho que bem que ele poderia aparecer com três asinhas só pra eu conseguir contentar minha cunhada e duas tias numa mesma refeição.

Eu realment não consigo entender como o peru sobrevive, deve ser por isso q ele enche a cara de véspera: porque sente que está perdendo o posto de ave oficial do Natal... Não tem pra ninguém: o chester demora, mas chega arrasando!

Por entre travessas de salgados,doces e agri-doces, perto do chester, só o tender bolinha... Mas isso porque ele não tem osso... Porque quando tem, fica ali, no cantinho da mesa, entre o espumante de marca duvidosa e um penetone ressequido. Já nossa nobre ave de carne branca fica logo no meio, toda rainha, douradinha 'no ponto', suculenta, imperando entre frutas frescas e taças cheias de etílicos de qualidade! É classe A dentro do Natal classe média.

Porque nada se compara ao Natal de classe média: jura que não come tender com abacaxi, mas se derrete pelo chester que bem pode ser um frango à paisana só tentando dividir a mesa com algo além da boa e velha macarronada de domingo!

2 comentários:

disse...

O chester morre no natal, O peru é o famoso defunto e no Vaticano a missa é pro galo.
Nunca entendi

Felipe disse...

Ave Chester !!