quarta-feira, 11 de junho de 2008

Cartas anônimas...


Ainda me lembro daquele virada de ano... 2004 para 2005. Mudava o ano e minha vida nunca mais seria a mesma.

Janeiro vinha perfumado de mistérios e o destino me jogava nos braços do homem de blusa verde na festa em que todos deveriam estar de branco.

Bastou uma troca de olhares, uma partida boba de um jogo de mesa e um papo louco sobre nós para que segundos depois estivéssemos nos amando como amantes íntimos, como conhecedores profundos de nossas bocas e línguas que se encontravam em movimentos febris, que oscilavam entre o amor e o desespero de saciar toda aquela fome antes do dia amanhecer.

Entre mãos, braços e pernas, cheiro, gosto e toque encontramos o que nossas almas pareciam procurar há séculos. Entre suspiros e sussurros juramos que seria para sempre mesmo que ainda não soubéssemos o que era aquilo que nos atordoava e fazia a cabeça girar.

Eu nunca vou entender como pôde significar tanto em tão pouco tempo, mas entendo que mereça ser eterno. Já chegou 2008 e continuamos a ser surpreendidos pela mesma vontade furtiva de nos amar como naquele 1° de janeiro de 2005.

E é por isso, por ainda me deixar de coração acelerado a cada vez que te vejo na porta do meu quarto, é que venho te agradecer.

Obrigada, mesmo!

Um comentário:

Angela disse...

isso aiiii

neide pra presidente!!!!!