sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Sex, the city and us...

Depois de muita resistência ao longo de anos, pela primeira vez eu me rendi aos encantos de um seriado. Contagiada por essa mais nova mania da minha prima (beijo pra Anzi! ), estou assistindo a algumas temporadas de 'Sex and the city' e me divertindo horrores.

Apesar do besteirol hilário, e das caras impagáveis da Samantha, tem muita coisa ali que vai muito além do entretenimento puro. Quatro mulheres, solteiras, independentes, inteligentes, ávidas por sexo e cheias de dúvidas são, na verdade, uma. Miranda, Carrie, Charlotte e Samantha são personagens que evidenciam pontos distintos das loucuras de mulheres comuns. Contudo, por mais que sejamos mais parecidas com uma do que com as outras, elas são, todas, uma parte de nós. É como ver na tela um reflexo do nosso cotidiano separado em quatro partes.

Os símbolos são escolhidos propositalmente para facilitar uma rápida identificação com os episódios. Personagens de 30 anos para que possam transitar entre as neuras das mulheres de 20 ou 40, uma grande metrópole como plano de fundo, onde tudo é global, sem muitos elementos típicos. E assim, vemos Charlotte traduzindo nossos sonhos ainda românticos, Samantha refletindo nossa libido, Miranda 'discretamente escancarando' nossas inseguranças e Carrie que, com maestria, completa o círculo e nos faz sentir 'em casa', completamente à vontade com nós mesmas, afinal, nada melhor do que saber que nossas dúvidas existênciais, frustrações amorosas, ondas de futilidade e pensamentos indecifráveis não são uma exclusividade.

Rir de 'Sex and the city' é como rir do espelho. Garotas, estamos lá, na tela, de forma caricata, mas ainda sim, um reflexo.Estamos caminhando para a delícia de cuidarmos da nossa própria vida e para o medo de não termos alguém para cuidar da gente. É o preço que pagamos por termos ao alcance de nossas mãos a liberdade do sexo e o anonimato da cidade...

3 comentários:

sibadalo disse...

òtimo comentário. Mas se um homem como se aficcionar pelo seriado tem grandes chances de entender o mundo feminino?

Cíntia Moraes disse...

Eu acho que ajuda muito a entender o que se passa pelas nossas cabeças...Dando um desconto, claro, à forma caricata como os assuntos são tratados!
Obrigadíssima pelo interesse e pelo comentário!

Anônimo disse...

vc é fantástica neid!
ameiiiiiiiiii