quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Entre o consagrado e o que está por ser descoberto...

Lá estava eu, de frente para meu queridinho eMule e ansiosa pela transferência da discografia completa do Queen (não conhece? joga no Google!). Com toda aquela chuva caindo lá fora, meu cabelo murchava só de pensar naquela umidade e não haveria nada melhor do que ficar em casa e me deliciar ouvindo os mais de 300 arquivos mp3 que eu acabara de baixar!Peraí, mais de 300 arquivos? Sim. Distribuídos por mais de 20 álbuns ma-ra-vi-lho-sos.E foi tanto arquivinho assim que me fez pensar mais um pouco sobre música.

O Queen inicia sua carreira junto com a chegada da década de 70 e por contas óbvias, já se vão 30 anos de muito sucesso. Com álbuns memoráveis, performances inesquecíveis do vocalista Freddie Mercury, muita originalidade e qualidade de som, a banda fez história e não é difícil encontrar pessoas que curtam a banda até hoje e não estou só falando dos fãs antigos, aí se inclui também uma galera mais nova que começou a curtir a banda mesmo depois da morte do lendário Freddie.

São bandas e histórias como essa que me fazem pensar na fugacidade dos sucessos dos dias de hoje. Tem muita gente da minha idade, e até mais nova, que sente uma carência absurda de um som que dure mais do que um verão, algo mais profundo, mais denso... Eu me refugiei no bom e velho rock and roll e no blues, alguns vão pra deliciosa MPB, outros caem nos sambas antigos, ou até no divertido pop dos anos 80. Não falta abrigo para esse time de carentes, mas falta um algo a mais que eles não tiveram e nem terão, pois a maioria dos grandes nomes da música já passaram dessa pra uma melhor e não deixaram seu talento em testamento, falta aquela identificação, aquela troca de energia em um show, aquela coisa de acompanhar a carreira, amadurecer junto e se sentir um pouco parte da história de um possível ídolo.

Hoje recebemos uma enxurrada de sons novos, mas esses grupos, banda, cantores ou cantoras vem e vão, não marcam, fazem sucesso por uns cinco anos (sendo muito otimista) e depois vão embora sem ninguém sentir falta, porque já chegou o outro 'melhor do mundo'. Uma discografia se resume em dois álbuns de sucesso e mais um ou outro que tenha sido um fracasso de público e crítica.

Tem muuuuita coisa boa rolando por aí, mas tudo aquilo de realmente bom acaba ficando restrito ao cenário alternativo, às pessoas que saem caçando pela internet, eventos e festivais. Porque, infelizmente, muito do que é de qualidade- aquele som mais denso que já citei- não é de interesse de grandes gravadoras e assim esses sons não atingem a projeção merecida. Alguns egoístas e fanatiquinhos de plantão até gostam de ter seus ídolos escondidinhos da massa, e se orgulham daquele status que a exclusividade oferece. Erro!!!!

A boa música tem que ser divulgada, há público pra ela. Quando fui pesquisar discografia do Queen para download fiquei admirada da quantidade de fontes disponíveis, ou seja, pessoas que se dispõem a esperar muitas horas para ouvir um som rico, bem trabalhado, e que querem ter isso com elas, guardando toda a obra de um artista. Na curiosidade, fui simular mais pesquisas de discografias antigas e lá vieram mais e mais fontes. Não estou querendo desencadear nenhum movimento a favor da música erudita nem nada disso, mesmo porque esse tipo de música exige um certo grau de conhecimento que seria impossível de se tornar acessível para um público gigantesco. Acho que a questão é unir o útil ao agradável, agradando as gravadoras e o público, que a música seja comercialmente atraente, mas que seja boa também. Que tenha seu refrão, seus três minutos e pouco de duração. Isso é tempo e forma suficiente para fazer algo de bom. Grandes nomes da música nacional e internacional souberam aproveitar esses recursos sem deixar a qualidade de lado.

Está mais do que na hora dessa geração 2000 conhecer coisa boa de verdade e feita no seu tempo, para acabar com aquele papo de que nada presta hoje em dia, sabe?Admirar um artista pelo seu trabalho no qual a dedicação seja facilmente percebida, acompanhar alguma trajetória de sucesso, perceber que nem tudo é tão efêmero assim e que muita coisa boa ainda pode ser feita. Aqueles ídolos do passado têm de se tornar uma opção, e não a única saída para os bons ouvidos que querem se sentir musicalmente satisfeitos.

Eu mesma não conheço quase nada de sons alternativos. Então, sempre que receber algo legal, vou postar por aqui. Não é isso que vai tapar essa cratera musical, nem de longe, mas a gente vai tentando dar um jeitinho, e enquanto isso eu continuo aqui caçando coisa nova e baixando mais duas discografias sensacionais: Beatles e Creedence! :p

Um comentário:

Marcela Bonazzi disse...

Ciiii
Adorei o post, sou muitoooo fã do Queen também ouço rock desde pequena com meu pai, sou simplesmente apaixonada!!!!!!!!!!!
Escreveu muuuito bem, adorei mesmo!!!! Tô contigo!!!!!!! hehehehehehe

Beijoooos forminha de fazer capeta!!!