Férias o caralho, na verdade é preguiça mermo e uma gripe que num me deixa parar em pé!
Mas depois de dançar quadrilha sob neblina, se acabar no quentão com cerveja e fazer a caipira com direito a traje obrigatório e tudo, não podia me restar nada além de ficar de cama!
A família Asneiras agradece a compreensão e promete voltar em breve com menos preguiça, menos espirros e uma carinha bem digna pra fazer até videozinho, to podendo, né?!
Afagos no fígado
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Asneiras de férias?!
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
Asneiras... In Love
Com Marvin Gaye no mp3, o Asneiras larga o bofe descendo até o chão ao som de Lets Get it On e vem aqui para falar sobre o tão meloso 12 de junho, mais conhecido como Dia dos Namorados!
A roupa e as coisinhas mais
Meninas, por favor... Começo com vocês... Depilação em dia já é uma obrigação, hoje então, é um dever inadiável... Nada de periquitas peludas, please! ( O apelo inclui axilas, pernas e por aí vai...). Mas os meninos também têm que ficar espertos... Barbinha faz cócegas na coxa, mas se sua garota não curte, tire! Nada de deixar ela com boca de palhaço por conta a alergia a esse pelinhos que ficam pinicando! Se ela tbm curte costas, peitoral e outras cositchas mais lisinhos, tá esperando o que?!
Hoje seu amorzinho merece aquela caprichada, né? Trata de colocar uma roupa legal, perfumin na medida, arrume esse cabelo! Já disse em algum lugar aqui no Asneiras que considero a forma que você se veste quando vai sair com uma pessoa, uma forma de carinho, de demonstrar seu apreço por ela. E hoje é o melhor dia para trinar isso, né?! Se você capricha faz com que o outro se sinta especial, o que já é um presente, né?!
A roupa íntima é um caso a parte... Só não vale achar que é porque é dia dos namorados que você tem que se transformar em algo que não é... Se você não costuma usar lingeries suuuper sensuais, só faça isso hoje se vc estiver segura, tem pessoas que simplesmente não combinam com esse estilo e pronto!
Tudo novinho e cheirosinho é indispensável, né? Eu, particularmente amo cuecas boxer branquinhas, odeio qualquer coisa que num seja isso em um homem, então facilita, mas se a sua namorada curte outras coisas, invista!
O jantar
Na maioria das vezes a gente não consegue passar o dia todo com a pessoa, então o Dia acaba virando Noite dos Namorados e tudo vai começar lá na hora do jantar! A pontualidade já é item indispensável pra noite começar bem e ninguém ficar putinhozinho já logo de cara, mas homens do meu brasil, tenham paciência se a gente se atrasar cinco minutos!
Nada de encher a pança naquele restaurante que vocês adoram ir e comer até não caber mais! Hoje é dia de comer pouquinho, beber pouquinho, porque o jantar é paliativo para o que vem depois...Entenderam, né?
E não economizem, a não ser que seja uma decisão de ambos... Vale fechar o bolso uns dias antes para caprichar um pouco mais no vinho, né?
E para aqueles que vão comemorar em casa mesmo e aproveitar o clima intimista do lar doce lar, criar o clima é importante tbm, mesa bonitinha, tudo arrumadinho, é fácil e faz a diferença!
O presente!
A menos que vocês tenham uma birra estranha com sexo, não adianta, presente bom nessa data é uma bela gozada, dar o melhor de si e curtir o melhor do outro... Nao importa a vibe, selvagem, amorzinho, fetichista, seja em um motel, sofá, chão, carro, cama de solteiro o negócio é terminar o dia com uma trepada fenomenal!
Mas como falamos merda, mas nunca deixamos de ser romanticos, a gente sempre completa o presente com coisinhas meigas e carinhosas, cartões apaixonados, mimos fofos ou qualquer coisa que seu amorzinho esteja querendo.
Para os casados, não tem desculpa, casamento sem namoro não dá certo... Tem sim que lembrar, fazer ser especial, reanimar a paixão que a correria do dia-a-dia as vezes não te deixa manifestar da forma como seu 'benhê' merece!
Enfim, ricos ou pobres, alternativos ou chiquérrimos, desencanados ou melosos, não importa, o que vale é não deixar o dia de hoje passar em branco, e mostrar, mais uma vez, o quanto seu amor é importante para você!
E não me venha com papo de esta ser uma data capitalista, feita só para vender e blá blá blá... O fato é que ela existe, é hoje e merece ser comemorada!
Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Por um friozinho mais feliz! (cheiroso, alongado..)
O friozinho já se instalou de mala e cuia aqui na região mesmo que o inverno ainda não tenha chegado oficialmente... O que me faz lembrar de casacos, cachecóis, botas e coisas quentinhas que eu adoro usar.
Sempre tem gente falando que inverno deixa as pessoas mais elegantes e tals... Esse é um papinho tão tupiniquim que dá até raiva... Aqui a gente tem costume de associar verão com preocupação zero no quesito formalidades. Uma mulher pode ficar tão linda e elegante sob um Sol de 35 graus quanto sob o Sol tímido de outono. É uma questão de saber se vestir, de bom gosto...
Mas enfim, não é disso que eu quero falar, o que me traz aqui é um apelo à sociedade em geral, um pedido em genuflexão que vos faço: Agora que vocês sabem que o friozão tá chegando, lavem ( ou coloquem no Sol) suas lãs, couros e tudo que vocês pretendem usar na próxima estação!
Não há rinite que aguente, não há carinho que compense uma pessoa que vem te dar oi cheirando a naftalina ou a 'guardado' mesmo! Não custa nada! Por um inverno mais cheiroso, né minha gente?!
Cachecóis são os piores, por ficarem na altura do pescoço (dã), não tem como vc não sentir aquele cheirinho... E por falar em cachecol, ficadica: Tanto homens quanto mulheres atentem para a arrumação do cachecol na hora de enrolá-lo no pescoço (vale também para golonas altas), SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE tem que sobrar um pedacinho de pescoço, não importa o que vc use, sempre tem que sobrar... Pra quem tem pescocinho mais curto, vale puxar o cachecol um pouquinho mais pra baixo e mostrar um cadinho da base do pescoço como se a pecinha formasse um 'mini V' na região. Assim ninguém fica com cara de pinguim.
Meninas que não abandonam suas botas plataformas, prefiro nem comentar mais. Agora para quem aderiu a nova moda das botinhas de montaria, lembrem-se de optar por modelos mais alongados, de cores mais fortes para serem usadas com meias mais escuras e jeans mais fechados, tudo mais justinho para não enfolar por cima da botéeenha, né? Quanto menos você dividir a silhueta criando blocos de cores, mais ela vai ficar alongada, o que confere aquela elegância básica pra qualquer mulher, né? Então se colocar bota escura no meio da canela, mais calça clara... Cria três divisões: a das botas, a da metade da canela que aparece e a do resto da perna... Ideal é aproximar a bota da linha dos joelhos o máximo que você puder, por isso atenção na hora de escolher, principalmente as meninotas de pernocas mais grossas, ok?!
Daqui a pouco tem mais diquinhas invernais!
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Folhas laranjas
O dia mais lindo do outono e uma saudade que não batia com tanta força havia muito...
Junto com o Sol guiando os girassóis na floricultura colorida, veio a lembrança de tardes intermináveis, de conversas inesquecíveis, de uma pessoal sem igual. Sorriu. Sorri porque ele sempre a fez pensar em coisas bonitas, nada mais justo do que lembrar dele em um dia tão lindo. Sorriu porque saudade assim é boa de sentir, é mais presença que falta, porque quem marca aqui dentro nunca vai embora, nunca deixa vazio.
O vento gelado no fim da tarde foi soprar coisas da vida dele aos ouvidos de Geórgia e deixou-a querendo falar, retomar a conversa que não teve fim. Esta agora à espera de uma resposta, um sinal que chegue antes que o inverno ameace. Ela espera que ele abra a porta e mais uma vez a deixe entrar.
Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Para falar mal mesmo
Chega o baile do Met, aquele tipo Oscar da moda, e o povo se joga sem dó mermo naquilo que eles julgam ser legal... Eu sei que são nesses red carpets que as celebs têm a chance de impressionarem, seja pela elegância ou pela originalidade... Mas chocar é outra coisa, e não tem nada elegante em parecer...

"Có"
"Minha cara"
Xau, to indo pra Austrália!
Hugh,
Vamo pro Outback que eu te pago um chopp e te mostro como se faz comida australiana nas terras tupiniquins. Depois tu me leva pros outbacks da tua terrinha que a gente vai ser feliz pra sempre, tá?!
Toteesperandoemcasamepegaasonze!

p.s.: esse blog não será mais atualizado porque eu vou tar muito ocupada morrendo de trepar com meu canguru perneta!
p.s.: thanks pela compreensão!
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Poesia abstrata no concreto
Tem alguém querendo lembrar à metrópole que ‘O amor é importante. Porra’
Muros, viadutos... Na verdade, qualquer pedaço de concreto gelado parece servir. Dá para fazer um mapa, traçar os caminhos por onde a frase tem ecoado surda, mas não muda, por onde o amor tem se achado em merecido destaque. “O amor é importante. Porra” tem muito a dizer.
O autor da já célebre frase continua incógnito. Ninguém sabe quem foi e quem sabe parece não querer falar. Jornais especulam quem seja. Estranha essa curiosidade por um nome. Talvez, Porra seja um tipo de apelido, e logo mais pedestres e motoristas serão surpreendidos por novas obras desse autor desconhecido. ‘ass: Porra’. Melhor do que saber quem foi, seria saber ‘por quê?’. Uma tentativa de desabafo depois de um fora? O sentimento de rejeição após se entregar aos prazeres efêmeros do sexo sem compromisso? Uma indignação com as desigualdades sociais? Uma vontade de mostrar que apesar de tudo e de nós mesmos, certas coisas precisam ser disparadas como um grito para que sejam lembradas? Estaria bêbado?
Seja lá quem for, é sucinto, é direto, é objetivo dentro da infinita subjetividade de tantas possíveis interpretações. Quem lê entende como quer, como lhe cabe, pode parecer um golpe desferido no estômago, pode parecer um grito de guerra no meio caos. Pode parecer um carinho para quem está só. Pode ser a esperança de um desiludido. E tem aquele que enxerga crime onde outros vêem poesia. Enxerga, mas não vê. Olha, mas não sente.
Pode-se dizer que é grafite, golpe publicitário, grosseria das bravas. No muro da Consolação foi entendida como pichação. E pichação é vandalismo. Jogaram tinta por cima, preferiram cobrir o que há tempos precisa ser escancarado. Alguém aí diz que é verso, por favor?
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Questionário vódega
Perguntinhas básicas que Ivi faz para seus amiguitos chics e lindos e que depois posta lá no blog dela.
Eu não sou famosa, então respondo aqui mesmo! (rá)
O que está tocando no seu iPod agora?
Não tenho iPod. Mas tou ouvindo Freddie falando dessa ‘Crazy Little Thing Called Love’.
Para onde você vai nas próximas férias de verão?
Aonde não bata Sol.
Quem é seu artista favorito atualmente?
Jim Morrison, sempre!
Galochas com…
Pernas longas e finas.
Diamantes ou pérolas?
Pra fazer a fia, eu digo: Diamantes pros dias de drama, pérolas pro dias ‘girlie’.
Botas de pirata ou stilettos?
Stilettos, mas se Mr. Sparrow me oferecesse carona, vestia as botas de pirata feliz da vida.
Qual foi sua última compra vintage?
Compra num lembro, mas roubei um broche de vóvis que é lindo!
Em qual closet gostaria de fazer a limpa?
Carla Bruni, tanto na fase mais ‘uhu, peguei o Clapton’, como na fase ‘oi, eu sou uma dama’.
Qual é sua memória favorita de Marc Jacobs?
Que a primeira bolsa que eu gostei e amei muito era dele.
Qual foi sua locação de fotos mais exótica?
Os pintinhos da minha cunhada.
Qual é seu modo preferido de transporte?
Qualquer um que não me faça sentir calor.
Qual é sua qualidade preferida em um homem?
Três. Chiclete, bem humorado e pintudo (porque elas se completam perfeitamente).
Que tipo de bagagem você carrega?
Egoísta. Ocupa toda a mala do carro mesmo quando mais três pessoas precisariam dela.
O que você está lendo agora?
História social do jazz. E mais trezentos livros pra minha pesquisa.
Qual é seu filme antigo favorito?
Não tem um filme antigo que eu goste muito a ponto de ser favorito, prefiro colocar um quase velho e que eu gosto um tantão, Edward Scissorhands!
Onde você compra lingerie?
Numa lojinha branquinha e cheirosa em São Roque.
Quem são suas musas?
Georgia Hepburn porque é tudo que eu queria ser e Carla Bruni porque já pegou quem eu queria.
Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
Músicas para ouvir trepando... I
Lembro de já ter falado em algum lugar sobre o quão eu acho desnecessário criar climas para dar uma... Acho que é o tipo de coisa que deve ser explorado na sua naturalidade... é sendo espontâneo que fica mais gostoso...
Vá lá que uma surpresinha ou outra não deixa de ser divertido as vezes, só pra sair da rotina, mas esse negócio de acender vela, perfumar ambiente, colocar música, pétalas de rosa e blá blá blá... Quer saber? Sou mais uma pegada de jeito no meio da cozinha mesmo do que uma enrolação dessas...
Mas enfim, esse é um dos motivos pelos quais eu acho que música na hora do sexo só é legal quando ela já tava rolando e de repente surgiu o clima... Porque esse negócio de parar, ligar o som e voltar 'onde a gente tava mesmo?' é sem graça demais! Mas como tudo nessa vida tem excessão...
Vou dividir o assunto em duas partes:
'Músicas para ouvir trepando mesmo!' e 'Músicas para trepar que não funcionam!'. A primeira parte( e post) são aquelas músicas que criam o clima, apimentam, e se você começa a ouvir vai te dar ideias divertidas e interessantes, e a segunda parte são aquelas músicas que falam explicitamente de sexo, mas... PUTS, não dá (rá!)!
Como somos aleatórios pero no mucho, começaremos do começo, portanto, eis a parte um:
Aqui inserem-se canções como algum blues em ritmo de foda, trip hop x, tangos ou qualquer outra coisa que te dê vontade de mexer os quadris. Lógico que simplesmente tem gente que prefere coisinhas mais romãnticas e tal... Só que o papo aqui não é sobre músiquinhas felizes tipo popzinhos meigos ou coisas nível Norah Jones, estamos falando mesmo é de Fuck Songs! E meu toptop, sem dúvida é esse:
Oldschool que sou, adoro uma velharia e não poderia deixar faltar aqui o Faith No More com minha preferidíssima:
Numa vibe 'amor vagabundo' eu escolho Mondo Bongo, não pela música em si, mas pela cena a que ela me remete e acho que o conjunto todo -estímulo auditivo, mais memória da cena do filme- trabalham em perfeita harmonia:
Etta James cantando Stormy Weather é sensacional, não achei nenhum vídeo legal de verdade no youtube, mas ficadica para download. A versão dela é, sem dúvida, a melhor.
Minha próxima escolha é absolutamente contraditória, pois a música em si não fala nada de sexo, eu, particularmente não suporto ouvir Nirvana,a gravação original desse som não é NADA sexy, mas tenho que confessar: Kurt arraaasa nesse cover. Com vocês: Lake of fire
Para um momento mais 'foda dramática', eu acho esse som indispensável, é a primeira faixa do album Latin Lounge e, de longe, a melhor música dele, e ainda tem a vantagem de ser toda instrumental, ou seja, pano de fundo mais que perfeito, se é que você me entende. =]
Fã de Aerosmith que sou, não poderia deixar faltar o tesãozinho de minha vida, Steven Tyler, aqui nessa listinha especial. Ah se ele sussurra isso no meu ouvido...
( O vídeo que eu encontrei é péssimo, mas vale aumentar o som e sair da frente do pc! =])
Eu amo Led e também não poderia deixar que eles faltassem aqui, colocaria três canções (Kashmir, na versão do acústico mais que louco do Jimmy Page e do Robert Plant e You Shook Me, um cover no qual eles arrasam), mas para deixar o videozinho de lembrança fica outro cover...
Para os drunk lovers de plantão: coloquem seus aviators, calças de couro e despenteiam a cabeleira, porque Jim Morrison vai te pedir pra 'deixar rolar a noite toda' e quem que é bobo de dizer que não?
Se Nirvana parecia contraditório, isso aqui chega a ser absurdo, mas... confesso, 50cent arrasa no vozeirão nessa música e com esse som eu descia com ele até o chão!
Para fechar com chave de ouro e dar aquela apimentada, a MELHOR pedida é LOVAGE! Aqui não tem questão de gosto, é fuck music da melhor qualidade e tenho dito! Vocais, letra, música em si, tudo remete a sexo. A banda lançou um único álbum (que na minha opinião vale a pena como um todo!). É um viagra potencializado, é um orgasmo intelectual, é "Music to make to your old lady by". Fia, se tu num sentir vontade de trepar ouvindo isso, tu tá frígida, benhê!
E essa é minha preferida:
Terça-feira, 31 de Março de 2009
Abrindo as aspas alheias
Em boca fechada não entra mosquito, nem piadinha sacana, mas quem der brecha...
A gente zoa mesmo:
-Maaaaaaaatem aquela barata!Entrem lá! Leitura Labial!
Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Angie, sai dessa, amiga!
Boatos de que Angelina Jolie andou descendo o cacete em Mr. Smith por pegar o bonitão em clima suspeito de atracação com a empregada/babá. O que provavelmente é mentira ou, no mínimo, foi aumentado 10 mil vezes pelos sites de celebs.
Terça-feira, 24 de Março de 2009
Trabalhin gostoso de fazer:
Família Asneiras amplia seus serviços e lança um super novo produto no mercado...
Mentirinha!
Tou aqui só pra dizer que por motivos de facool, tou blogando por aqui tbm, dá uma força?!
Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Delicadeza...
A delicadeza está no Sol preguiçoso das manhãs de primavera, no vestido leve das tardes de verão, na brisa suave do anoitecer de outono e no aconchego macio do outro nas noites frias de inverno.
Delicadeza tem a ver com suavidade, com sorrir com os olhos, tem a ver com cantarolar para o seu amor dormir e com aquele bom dia sussurrado enquanto o Sol bate no pé da cama.
A delicadeza mora numa casinha de madeira, no meio do mato, donde podem se ouvir pássaros, ver flores e falar com Deus. Mas quando, no meio da loucura da cidade, você vê um girassol na janela daquele prédio cinza, saiba que a delicadeza também mora ali.
A delicadeza está em caprichar na caixa do presente, em entrar na ponta do pé só para surpreedê-lo com um beijo doce e em dividir o último pedaço de bolo.
Quando é dia de lençol novo na cama, quando o pijama é de algodão e quando a pantufa é engraçada... Também tem delicadeza.
Quando aquela menina bonita solta o cabelo sob o Sol, quando chove no meio daquele passeio a dois pelo parque e você não tem hora para voltar...
Quando o 'eu te amo' nem precisa ser dito, quando os olhos brilham de tanta alegria, quando fazer amor parece te levar para um passeio no paraíso...
Acho que delicadeza é a palavra mais bonita do dicionário.
Sábado, 21 de Fevereiro de 2009
''Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval!''
Em ritmo de marchinhas e coberto de confete até o pâncreas, o Asneiras sai de trás do bloco e vem aqui tomar uma aguinha pra não desidratar.
O título é uma homenagem à marchinha mais linda de todas e que eu amo de paixão! Porque carnaval de verdade é com marchinha e não com axé!
A animação toda se deve não à data em si, mas porque é feriado prolongado e todo feriado prolongado deve ser vivido como se não houvesse amanhã...
Mas se vc num tá pra agito, vai no youtube e procura por 'Com a palavra, Ronald Rios'. O cara é muito foda. Vale a pena assistir desde o primeiro programa (o piloto) até o 11°... São, em média, 20 minutos de muita, mas muita asneira (rá!) e eu indico porque adoro tudo que é sem noção!
Agora se tudo que você quer é cair na folia... Vai! Vai e se acaba! Só não exagera na bebida para não fazer merda e acabar passando a quaresma inteira com ressaca! Ahh e se for pra dar sem olhar a quem, não esquece a camisinha... Senão vc vai descobrir, na prática, porque tem tanta gente que nasce em novembro!
Então é isso, muita água gelada, sorriso na cara, desodorante e 'paz, amor e tesão' pra todo mundo!
Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
At Last...
Cheirava, um a um, os livros que iria comprar, era assim que esperava na fila da livraria. Sorria com o aroma indescritível das páginas cor de creme, que pareciam mais suaves do que as brancas. Há quem julgue um livro pela capa, ela julgava pelo cheiro. Comprou um volume de Jazz com as páginas amareladas e subiu a rua cantarolando Etta James...
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Parabéns pra você....
Ê laiá, até me emociono com essas coisas (uh!)...
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Só rindo...
" NO CORAÇÃO DO MORUMBI - Como os moradores de uma das áreas mais valorizadas da cidade convivem com a vizinha Paraisópolis, favela que abriga 80 000 pessoas e foi cenário na semana passada de violências e vandalismos reprimidos pela polícia."
'Oh, num faz barulho, vai acordar os vizinhos...'
Sábado, 31 de Janeiro de 2009
Rapidinha!
...aquele medo do Caminho das Índias levar o povo direto pra uma ''Highway to hell''
25 de março? Ligue djá!Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
Final Feliz!


Mas não é? A Lara vai acabar ficando com o peguete da Grazi, há boatos de que Tarcisião já não dá mais no couro... E principal: Uma grávida feliz a menos para sorrir no último capítulo!
'Oi?'
E a reforma, hein?
Minhas idéias, agora serão ideias... Continuarão sendo desinteressantes e ainda vou ter de ficar atenta para grafá-las da forma correta!
Ainda não decidi se já vou entrar 2009 ortograficamente atualizada ou se vou deixar para me acostumar ao longo desses quatro anos em que os vocábulos afetados poderão ser escritos tanto do bom e velho jeito de sempre ou dentro dessa unificação aí.
A unificação... Eu entendo os motivos para quererem unificar a língua portuguesa por todos os cantos onde ela é escrita, mas sabe, cago e ando pra eles... As dúvidas de português vão aumentar muito, muita gente vai ter que andar por aí com dicionários, obras terão de ser revistas, profissionais que têm esse idioma como instrumento fundamental de trabalho se ferraram! Jornalistas, professores, publicitários, escritores... Camelem ae, galera!
A trema foi de vez pro saco, tadinha... Sempre achei ela tão útil, achei que tinha que vir para ficar, se tornar terminantemente obrigatória. Agora o queijo pode ser falado como qüeijo; a lingüiça, como linguiça, afinal a trema num tá mais aí pra diferenciar, pronunciem como quiser... Vai ensinar pra uma criança que tranqüilo se fala 'tran cu i lo' e não tranquilo: 'Por quê?'. Porque é assim e pronto!
O acento diferenciador tbm caiu em alguns casos. Numa conversa ele não faz diferença... Mas num diálogo escrito:
Adelaide: -Para quem é esse presente? Hein?! Diz! É pra mim? É pro Dudu?
Antonia: -Para...
A Antonia pode estar fazendo um suspense, e em seguida vai revelar o nome do presenteado, ou então tá pedindo calmamente para Adelaide sossegar o rabistelo e parar de fazer tantas perguntas! Faz diferença... Por isso existia um acento DIFERENCIADOR!
Ponto positivo no quesito 'acrescentar letrinhas no alfabeto'... K,W e Y já faziam mesmo parte do nosso cotidiano entre Kg's, Wesley's, Km's e Kelly's, só faltávamos assumir.
O hífen é um pé no saco e eu só sei esse trechinho do 'facilitador de vidas' , 'Guia Prático da Nova Ortografia', da editora melhoramentos:
Regra básica:
Sempre se usa o hífen diante de h:
anti-higiênico, super-homem.
- Os outros casos são tantos outros, que me dão desespero e em seguida, preguiça
É muita coisa pra lembrar, muita! Sinto enjoo só de pensar na ideia de que os que creem que falam certo, terão de rever seus conceitos e suas MINISSAIAS!
E só pra piorar minha paranóia, vou ter que me preocupar em escrevê-la sem acento!
Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
Por férias mais bonitas!
Maioria da galera tá toda de férias e num tem jeito, povo gosta mesmo é de ir pra praia... Lotar o litoral e se apertar nas areias em busca de um lugar ao Sol. Sorte de quem tem grana pra pular o trânsito em voos (isso perdeu o acento tbm, né?)particulares e descer direto na mansãozinha luxo...
Mas não é porque é férias que você tem de deixar a noção de fora do pacote de viagens, né? Leva ela na mala, aliás... Tudo começa na mala. Embora muitos já tenham feito suas viagens, não custa registrar aqui algumas dicas valiosinhas para vc curtir sua vacation beeeem relax!
Como eu disse, tudo começa na mala... Arrumá-la corretamente é o primeiro passo para ficar de bem com a vida a viagem inteira. Assim que a escolha do lugar for feita, pense em todas as possibilidades de passeios que voc~e vai fazer por lá e faça sua mala em cima disso... Nada de viajar na maionese e levar tênis de corrida se vc sabe que vai te dar preguiça de manter o esporte em dia. Tem que ser realista e escolher as peças de acordo com suas expectativas para o local.
Quando você está longe de toda gama de cores e modelagens do seu guarda-roupas todinho, não é o melhor momento para fazer testes e estréias... Só leve com você aquilo que você gosta de usar, sabe que te cai bem, e que não tem erro. Nada de querer fazer outra linha, outro estilo e acabar comprando coisas que na sua cabeça você vai amar usar mas que na hora do vamo ver, você acaba odiando e jogando de volta na mala. As roupas de banho são o maior exemplo... Praia é um ambiente que combina com mente desencanada, sussu... Não pega nada bem ficar toda hora ajeitando bíquini, porque ele pega aqui, enfia ali etc... Você tem que estar confortável para estar bonita.
Isso vale tbm para a frasqueira... Nada de testar produtos... Só leve os confiáveis, afinal ninguém quer ter reações alérgicas justo agora... Um bom protetor solar é um investimento com retorno garantido, né? Evite perfumes fortes, carregue um bom hidratante, se puder, em um frasco menor. E lembre-se de colocar tudo individualmente em sacos plásticos, ao menos na ida, assim você não corre o risco de algo vazar e manchar sua frasqueira ou roupas. Maquiagem tbm é essencial, mas leve os produtos mais leves, menos densos e que tenham tons mais próximos dos naturais, assim você se arruma para uma saída mais especial, mas continua no clima.
Se você vai se jogar na areia com fé, nada de calçados pesados... Eu não curto nem rasteirinhas mais bonitinhas... Pra mim (mas isso é bem pessoal), calçado de praia é havaiana e pronto! Não estraga, não da dó se você perder, é super confortável (só toma cuidado pra não tomar sol com elas e ficar com marquinha no pé, tem coisa mais xexelenta que isso?)... Nada de bíquinis com argolas e correntes, please... A menos que vc curta seu Sol num iate, penduricalhos de qualquer natureza são broxantes demais. Até a Li - Lo erra, né? Então é bom deixar claro... hauhauahua
Melhor coisa é colocar tudo numa daquelas sacolas de praia... Chinelo, canga, protetor, caixinha dos óculos escuros, xerox autenticada de algum documento, e um troco... Nada de levar grandes quantias ou carteira cheia de documentos, afinal, é muito fácil você perder algo ou alguém agir de má fé (eufemismos...), então melhor é previnir as dores de cabeça...
Se a noite vai terminar com uma festchinha bem chique, esteja certa de levar uma roupa adequada, muitas festas no litoral costumam carregar o clima 'areia, sol e mar' para dentro dos salões, então esteja atenta para não ir de pretinho básico e salto agulha, porque fica feio, muito feio... O que não significa que você tem que estar mal-vestida... Um vestido leve, com uma rasteirinha caprichada, make básico em dia e cabelo com um ar de natural bem cuidado (leia-se: proibido chapinhas que endurecem os fios) são muito bem-vindos. Agora se o babado vai ser chique mesmo, vale seguir as regras de dresscodes básicas para cada traje.
A regra é sempre levar trajes que combinem entre si, assim você pode variar combinações e não tem que carregar um milhão de peças... Esteja certa de carregar uma ou duas opções para uma mudança brusca de tempo... Seja chuva ou frio, você tem que estar preparada... Leve uma calça de tecido que combine com suas blusinhas e um tricô. Uma sapatilha é uma boa pedida para o caso do frio bater e ajuda a não enxarcar o pé se você tiver que sair na chuva ( a menos, claro, que a proposta seja tomar um banho de chuva com o bofe... aí pode tudo, fia!)...
Porque bom senso nunca tira férias!
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
\o/ Feliz 2009! \o/
Adoro, amo, sou louca pelas festas de fim de ano, essa vibe gostosa de todo mundo querendo se unir, fazer diferente, fazer melhor, rindo junto... Ahhh, como é bom!
Natal às vezes é meio cri-cri nesse ponto, tem gente que acredita, tem gente que comemora só pela farra, tem gente que nem comemora e ponto. Agora Reveillon é essa coisa boa, porque é uma crença que independe de religião, é a crença na mudança, é aquela esperança gostosa de que algo vai mudar como um passe de mágica quando finalizarmos a contagem regressiva. É algo que vem de dentro.
E não tem nada mais bonito do que você ver adultos, crianças, homens e mulheres ali, dividindo a mesma ansiedade pelo ano que vai nascer. Todos de branco ou com as cores que lhes significam algo, uns com suas superstições, outros nem ligam, mas todo mundo esperando pela nova chance, um recomeço, uma renovação. Renovação de espírito, hora de passar a limpo, de deixar para trás o que não foi bom, de fazer melhor a partir de agora. Não é bom demais?
Mesmo que na prática as coisas não sejam tão mágicas assim, acreditar já vale muito. Pense em quanta gente está, ao mesmo tempo, pensando positivo, com certeza algum efeito isso tem, né? Nem que seja só um sorriso que vira gargalhada...
Então, é pensando em tudo isso que a família Asneiras (uia! eu e eu, né?) vem aqui desejar, no post 51 (isso que é boa idéia! rá!), um 2009 lindo para todo mundo! Especialmente para meus amigos maravilhosos, minha família mais que perfeita que eu amo muito e que me ama também (rá!), ao meu bofe queriiiido e a quem acompanha meus postzins insanos sobre os temas mais aleatórios e acaba se divertindo aqui comigo!
Recomecem com muita paz, amor, senso estético, noção, sexo, gargalhada e tudo mais que de bom houver nessa vida! Aproveitem e beijem muito quem vocês têm vontade, abracem, dêem, comam, pulem, dancem! Fechem o ciclo de 2008 e abram 2009 com o melhor de vocês!
Ah... e muito tesão! Porque sem tesão a gente não vai à luta, não se mexe, não alcança e não trepa, né?!
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008
O mistério do chester!
Lá por meados de novembro ele é ressucitado e passa a frequentar os refrigeradores dos mercados e nossos freezers também. Surge do além! Deve fcar em cativeiro junto com panetones, chocotones e com os especiais de Natal só esperando a hora de invadir nossas refeições e o horário nobre.
Vira sinônimo de margarina e é anunciado por famílias e amigos felizes e unidos e a gente quase chega acreditar no poder apaziguador dessa ave que cultiva o bom hábito robertocarlístico de manter o sucesso: aparecer uma vez por ano para garantir que alguém vai sentir saudade e fazer sua aparição digna de anúncio no meio da novela.
Ele parece simbolizar o Natal... Porque é o bom e velho frango assado de domingo, mas com classe, digno de ceia... E como todo frango assado inteiro, vem com aquele espírito de família reunida, muita gente em volta da mesa e a briga por partes que cismam em não ser mais de duas. Há tantos mitos em torno do bicho que bem que ele poderia aparecer com três asinhas só pra eu conseguir contentar minha cunhada e duas tias numa mesma refeição.
Eu realment não consigo entender como o peru sobrevive, deve ser por isso q ele enche a cara de véspera: porque sente que está perdendo o posto de ave oficial do Natal... Não tem pra ninguém: o chester demora, mas chega arrasando!
Por entre travessas de salgados,doces e agri-doces, perto do chester, só o tender bolinha... Mas isso porque ele não tem osso... Porque quando tem, fica ali, no cantinho da mesa, entre o espumante de marca duvidosa e um penetone ressequido. Já nossa nobre ave de carne branca fica logo no meio, toda rainha, douradinha 'no ponto', suculenta, imperando entre frutas frescas e taças cheias de etílicos de qualidade! É classe A dentro do Natal classe média.
Porque nada se compara ao Natal de classe média: jura que não come tender com abacaxi, mas se derrete pelo chester que bem pode ser um frango à paisana só tentando dividir a mesa com algo além da boa e velha macarronada de domingo!
Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008
Especial Festas de Fim de Ano III
Presentes comprados, casa decorada... Resta agora decidir "com que roupa, com que roupa eu vou?!"
Mais do que uma ceia deliciosa e uma mesa linda e muitoas presentes adoráveis, os anfitriões ou convidados têm de estar muito bem vestidos. E bem vestido não significa terno (dependendo do dress code da festa), significa estar apresentável e elegante ainda que você esteja na sua casa.
Se vestir para uma festa tem muito a ver com se vestir para os outros... Não no sentido de você querer que todos te vejam, mas no sentido de fazer com que os outros sintam o quanto eles são importantes. É como ir ao casamento da melhor amiga e escolher o vestido mais lindo, o penteado mais legal, não para aparecer mais que a noiva, mas para que ela sinta que merece o melhor de você. E dar o melhor de si, ainda que através do singelo gesto de se vestir bem, não deixa de ser um presente.
E como essa é a época de ficar com quem a gente ama, com quem a gente se sente bem, sejam amigos ou familiares, vale a pena cuidar do visual, né?
Geralmente o Natal é mais formalzinho e tals... Pode ir de jantar super, hiper, mega chique à ceia com a família, mas até pelo caráter religioso de quem comemora essa data, rola uma preocupação com uma roupa que seja elegante e alegre, nada de 'uhu, folia 2009'! Eu acho que aqui o ideal são vestidos mais românticos acompanhados de acessórios com acabamento mais requintado, que confiram glamour ao look.... Você pode até arriscar tirar o pretinho básico do armário e atualizá-lo com uma faixa vermelha( a sugestão da cor é só pra entrar no clima) na cintura, acompanhá-lo de uma gladiadora delicada e jóias (ainda que fakes - as bijus estão cada vez mais luxuosas e finas) poderosas para arrematar.
Meninos podem ir de camisa de manga curta ou manga comprida dobrada ( como mencionei, depende do local, do ambiente e das pessoas com quem vc vai estar), a calça pode ser um jeans com bom corte, até imitando cortes de alfaiataria e evitando lavagens que remetam àquele relaxo que não combina nada com noites mais especiais. Nos pés... Nada de tênis, pelo menos é que eu penso... Não interessa o quanto vc tenha gastado com ele, se vc deu mais de mil reais no seu parzinho, não tem conversa... Não há produção para um momento especial como esse que resista à falta de graça de um par de sneakers! Mas não precisa cair naquela coisa chata do sapato que você comprou para aquele casamento... Cada vez mais as melhores marcas de sapatos masculinos lançam modelos que fazem aquele meio de campo entre o tênis e o oxford shoes, com ele você fica pronto pro barzinho, pro casório mais informal e ainda transmite uma imagem moderna e de bom gosto!
E pra virada de ano, né? O clima é mais relax, muita gente comemora ali na beirinha da praia e tirando algumas exceções de quem organiza festas chiquérrimas nessa data, em geral, o que se busca é uma roupa confortável e que passe uma mensagem de paz. Não precisa cair na monotonia do branco.... Você pode passear discretamente por um bege e off-white ou ficar ainda mais alegre combinando uma peça branca com uma colorida, de cor forte e marcante e que represente algo pra vc! Eu acho que só não vale preto, porque a gente sabe que a maioria vai estar de cores claras e se você pretende chocar os outros porque não desiste da vibe gótica-deprê-pobre-monótona nem em datas comemorativas é porque não aprendeu nada sobre ORIGINALIDADE e bom-senso.
Eu, particularmente amo combinações nude, aqueles tons mais claros que transmitem uma imagem mais elegante... Mas acho lindo branco e azul para os meninos e vermelho e branco para as meninas!
Bermudas para os meninos com camisa pólo ou camiseta mesmo, já está ótimo... Para as meninas, vale tirar os shortinhos mais bonitinhos do armário e combinar com batas soltinhas (cuidado que branco marca tudo, fique atenta ao excessinhos cometidos no pré-festa para que eles não reapareçam sob sua roupa), se o local é gramado ou vc vai pra praia atolar o pé na areia o negócio á apostar nas rasteirinhas lindas que a gente tá vendo pelas vitrines, que substituem com muita graça as sandálias de salto que não fazem sentido algum se o ambiente em que você está pede conforto ao máximo!
A cor da roupa íntima é você quem escolhe, muito pessoal isso, só cuidado para não pedir paixão e se esquecer que seu vestidinho é branquinho e quase transparente, né fia?!
Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
Especial Festas de Fim de Ano II
É só andar pelas ruas e avenidas de todas as cidades que sem um pingo de dificuldade você já vai dar logo de cara com umas luzinhas 'enfeitando' certas fachadas... Umas meio defeituosas, outras mais caprichadas, o fato é que elas estão aí e vão fazer a cidade piscar até o começo de janeiro.
Mas como nem só de luzinhas vive a decoração natalina...
Essa é a segunda parte dos especiais de fim de ano e vamos falar de decoração!
Árvore de Natal
Você tá andando na rua e esbarra numa mulher que sacode dúzias de penduricalhos ao longo de 13 pulseiras, mais algumas contas em um brinco que pende sobre os ombros, alguns anéis que bem ocupam metade dos dedos e uma bolsa cheia de argolas... Que que tu pensa? Árvore de Natal!
Sim, os pinheirinhos natalinos sempre foram tão recheados de tudo de mais colorido e barulhento que as peruas acabaram por ser conhecidas assim, já que às vezes elas realmente parecem piscar de tanta coisa que carregam.
Mas, peruas à parte, estamos numa nova era, deixamos de lado os penduricalhos over dos anos 80 e - a não ser que você seja um pseudo-modernete com gosto duvidoso, digo, diferente e curta esse lance kitsch - está na hora de darmos um pingo de dignidade a esse item que vai figurar no canto de sua casa pelo menos por um mês.
Para começar se desfaça daquela árvore artificial, pouquíssimas, mas pouquíssimas meeesmo, são bonitas e, no mais, elas sempre terminam ocupando uma caixa enooorme no seu armário durante os outros onze meses do ano! Sejamos práticos! Pinheiros naturais são super baratinhos, cheirosos (alguns têm um cheirinho de limão ma-ra-vi-lho-so), não custam caro (já vi de um metro de altura por 35 dinheiros), vão durar o resto da vida, vão participar da decoração do seu jardim e você vai poder podar como quiser para reutilizá-los anos a fio. Só tome cuidado pra não levar um vaso que num seja de pinheiro plantado, aqueles colocados duram uns 30 dias e vão ficando feios logo! E no mais, você só vai precisar de uma regadinha por semana para mantê-lo lindo e fresco! Ui!
Evite, pelo amor de Deus, evite algodão pendurado pelos raminhos como se fossem neve. Aquilo não parece neve, desista! E fica horrendo! Nosso natal é geralmente ensolarado e não faz sentido persistirmos num modelo wannabe-hemisfério-norte até nos pinheiros.
Pendurar bolas e laços já está de bom tamanho, não precisa pendurar tudo que você encontra com argola. Há quem faça só com estrelas ou com outros tipos de enfeites, eu, muito pessoalmente, prefiro bolas e laços e pronto! De preferência à enfeites cores que combinem entre si... Dourado, prataeado, azul, rosa, amarelo e vermelho não costumam dividir espaço pacificamente... Melhor é escolher duas cores e trabalhar com elas e pouquíssimas variações para evitar que sua árvore de natal acabe semelhante àquelas peruas adocicadas e tilintantes.
Presépios e afins
Aqui é foda! Todo cuidado é pouco mesmo! Só invente de fazer presépio se você dispõe de paciência, habilidade e senso estético. Não dá pra fingir que o boneco surpresa do kinder ovo é beibe dgizãs (rá!), não dá!
Muitas vezes pode não rolar presépio mais rola aquela cestinha do beibe dgizãs com uma velinha do lado, sei lá, já vi tanta coisa assim... O problema é quando a pessoa perde a mão e enfia uma toalha de mesa vermelha naquele banquinho, bota no canto da sala, acende uma vela de sete dias, coloca um copo d'água (pra benzê, né fia?!) e quando termina jura que é homenagem, mas acaba que parece mesmo com uma macumba daquelas que se tu encontra na beira da estrada não se segura em dar uma boa bica.
Luzinhas e Pisca-pisca
O melhor é que nem pisque para evitar que a coisa pareça meio manca. Tem quem compre os ferros imitando letreiros e depois enrole as luzinhas que em determinado momento aparecem assim sobre as portas: FE Z A AL. Eu já quero levantar a mão e gritar que á minha vez de tentar adivinhar a letra mas me contenho porque nem todo mundo está disposto a brincar de forca.
Tudo bem que ninguém vai gastar mais com luzinhas do que com peru, mas toma cuidado com a procedência das coitadas, principalmente se elas forem parar também entre os galhos do pinheirinho natalino pra não correr o risco de ter um show de fogos de artifício bem no meio da sua sala!
Como bom gosto é obrigatório em tudo... Não compre, não, não gaste seu dinheiro com aquela estrela que pisca em carreirinhas multicoloridas. Parece adorno de bordel e tenho dito!
Só para constar:
-Se você tem algum tipo de estabelecimento comercial, não coloque nenhum tipo de Papai Noel na porta de entrada se ele estiver programado para disparar um solo de saxofone cada vez que um cliente adentrar o recinto, é pro seu bem...
-Não só para esses itens, mas para tudo que terá status de decoração natalina na sua casa pelos próximos dias: tome cuidado com momentos de faça-você-mesmo! Artesanato é lindo, mas isso se você levar jeito... Esse negócio de inventar de fazer bola encapando bolinha de gude, pintar vela e fazer laço com aquele cetim de uma velha caixa de presente não é legal. Não é arte! E corre sérios riscos de ficar medíocre! Limite seus pitacos artísticos aos assuntos que você realmente entende!
Domingo, 30 de Novembro de 2008
Especial Festas de Fim de Ano I
Para ler ouvindo 'Então é Natal' na voz da Simone. (HAHAHAHAH matando espírito de natal e fazendo viver o espírito de porco!)
É tempo de festas e comemorações e eu nem vou ficar aqui declamando poesia de quinta sobre o significado religioso desse momento.
Então é isso, acabou novembro e agora estamos oficialmente dentro da época das festas de fim de ano (embora desde que o Dia das Crianças passou eu já esteja ouvindo falar delas).
Estamos a um peido do Natal e a um peido e um espirro da virada do ano. Isso significa um monte de coisas legais e outro monte de coisas nem tão legais assim... E para evitar maiores dores de cabeça - além daquela natural da ressaca - é melhor começar a pensar sobre presentes, roupas e decoração desde já.
Essa primeira parte aqui vai ser inteiramente dedicada aos presentes:
Lembrancinha não é castigo:
Eu acho lindo fazer uma lista enooorme e presentear a todos... o que não significa distribuir objetos impessoais e de péssimo gosto. Eu prefiro não ganhar nada do que ganhar uma meia rosa com o piu-piu desenhado uma vez que eu tenho o hábito de só usar meias brancas. Então, não é porque é lembrancinha que você tem que esquecer o perfil de quem você presenteia, afinal o objetivo não é sair distribuindo 'desgostos natalinos', ou você corre o risco de terminar com a cabeça enfiada nos fundilhos do peru.
Grana curta não é sinônimo de panetone esfarelado:
Eu acho que realmente importante é o valor do que se dá, independente do preço. E isso a gente mede pelo capricho de uma embalagem, pelo carinho na escolha, por presentes que sejam únicos e que não serviriam para mais ninguém se os pacotes fossem simplesmente trocados. É como dar uma caixa cheia de bombons e em vez de simplesmente embrulhar a 'especialidades Nestlé', você se dar ao trabalho de escolher uma caixa e um laço caprichados e bombons que você sabe que a pessoa vai gostar. Porque tem gente que ama chocolate amargo, tem gente que odeia chocolate com recheio, outros não gostam de bombons e preferem barrinhas. Tem uma infinidade de caixinhas lindas por aí e que depois de servirem como 'porta-presente', podem ser úteis guardando trequinhos que a gente sempre tem mas que acabamos deixando tudo desorganizado.
Algumas palavras valem mais que mil presentes:
Cartão é indispensável e não tem como negar... Dedicar umas mal traçadas linhas (rá!) a alguém em tempos que carta parece ter se tornado sinônimo de e-mail é um diferencial valioso. É mais um item super agregador de valor ao gift porque também deixa transparecer mais um cadinho de dedicação. Além de que nele pode estar, aproveitando-se do espírito natalino, aquelas coisas boas que você nunca teve coragem de dizer por vergonha, aquele pedido de desculpas que faltou naquela hora, aquele 'eu te amo' para ficar guardado até o papel amarelar.
Peru tem personalidade:
Quando você fizer sua listona, em vez de simplesmente anotar os nomes, acrescente qualidades, peculiaridades de cada uma das pessoas, enfim, as características mais marcantes... Facilita na hora de ir as compras porque você já vai direcionado.
Se sua amiga é solteirona assumida e super desencanada da vida doméstica, não rola você levar um jogo de copos pra ela... Mas um jogo de copos bem colorido, acompanhado de um cartão bem-humorado pode ser legal se toda vez que você vai na casa daquele casal de amigos você acaba quebrando algo depois de umas doses. É tudo uma questão de priorizar o QUEM em vez do QUE.
Para crianças vale montar kits bem coloridos em papelarias. Adolescentes e pré-adolescentes podem ganhar kits com maquiagens e loções que combinem com o que você costuma vê-las usando(que quando eu tinha doze anos eu adorava isso... e quer saber? Eu ainda adoro!).
Não vale ver pai e mãe como pai e mãe, você tem que vê-los como homem e mulher na hora de presentear! Tem exceções, claro... Mas garanto que a maioria das mães não querem mais saber de aventais e utensílios domésticos e nem os pais de caixas de ferramentas. Natal combina com presentes legais e não necessariamente úteis.
Dinheiro não dá em Árvore de Natal e ninguém espera que isso aconteça:
Acho de péssimo gosto quem entra naquelas lojas de CDs e DVDs enooormes, compra 30 vales, manda embrulhar e depois sai distribuindo aleatoriamente. Vale não é presente... É vale e pronto. Há quem goste, eu acho abominável. Custa pelo menos se preocupar em saber do que a pessoa gosta? Que estilo curte e tals? Muito melhor é gravar um cd pro seu melhor amigo com todas aquelas músicas que vocês sabem o quanto foram especiais pra vocês (vale pra namorado também). Você vai gastar menos de três reais, vai gastar um tiquinho a mais de tempo montando a lista, baixando os sons... Mas é muito mais legal, né? Demonstra dedicação, carinho...
Presentear com dinheiro também é algo discutível... Exceto vovôs, vovós e titias que já não têm mais forças, nem saco pra fazer compra pra duzentos netos e sobrinhos... Eu acho que é algo dispensável. Mamis e papis também costumam me dar din-din, mas sempre tem aquela surpresinha na manhã de Natal, então o dinheiro é o dinheiro (que é sempre muito bem-vindo, que eu não sou louca), mas presente mesmo é aquele que eu ganho quando ainda tou com bafinho na manhã natalina.
Presente é surpresa!
Isso vale para todas as épocas do ano toda vez que você vai presentear alguém... Seja aniversário, datas especiais, não importa, presente é sempre presente e é obrigação de quem dá manter segredo sobre eles.
Eu odeio essa coisa de quem vai, experimenta, separa e deixa lá pro fulano já ir buscar e ele não correr o risco de ganhar o que não quer. Presente pra mim tem que estar envolto naquela magia, aquela coisinha da surpresa. Tem casais de namorados que simplesmente já dizem exatamente o que querem, onde pode ser encontrado e tal. Porra, pra ser assim eu gastava meu dinheiro comigo mesma e dava simplesmente um cartão pro bofe.
Eu acho que nada deve ser pré-combinado em relação à mimos e lembrancinhas (exceto em amigos secretos, nos quais estipular um valor significa manter a dignidade). Se você não conhece o fulano o suficiente pra saber do que ele gosta, é porque você não precisa dar um presente pra ele... A gente presenteia quem a gente ama e conhece de verdade, quem faz diferença na nossa vida... E se mesmo diante de tudo isso você não souber de nada que possa agradar a tal pessoa isso é preguiça e não 'ai, eu sou distraído mesmo, não reparo nessas coisas'.
Anfã, bom-senso e boa vontade são praticamente sinônimos de boas compras!
Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
À moça do andar de cima
Querida vizinha,
Eu acho maravilhoso que você esteja trepando tanto assim, acho lindo! Afinal, num tá fácil pra ninguém e você, como médica, deve ter uma vida muito corrida e ontem deve ter sido um verdadeiro exorcismo.
Defendo o direito de todos a trepadas descomunais, mas cara, sério, por favor... Da próxima tente fazer menos barulho e sacudir menos... Vai para um motel, arruma uma cama mais reforçada, sei lá.... Mas não me obrigue mais, nunca mais, a ter que, a uma e tanto da madrugada, partilhar com você um momento tão íntimo, sério, nem curto.
Espero que você continue desperucando o palhaço loucamente, mas em silêncio, ou ao menos de uma forma mais contida... Porque trepar é bom e faz bem, mas fia, vai com calma porque tem muito pinto nesse mundo e você não precisa dar a volta ao mundo em uma noite.
Ah... Passa aqui em casa pra eu te dar uns discos de blues, uns sons da Etta James ou o álbum do Lovage... Porque eu não sei como você consegue trepar ouvindo "Still Haven't Found What I'm Looking For"... Se depois de tudo aquilo você ainda não encontrou o que estava procurando, fecha esse ciclo e vira freira!
Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Trauminhas de infância...
Daí que a coisa piorou muito depois de algumas descobertas que eu fiz na vida... Sabe quando você descobre as verdades sobre aquelas crenças que a gente têm desde pequenos, fundadas no único saber que temos por essa idade: a imaginação? Então...
Teve o dia em que eu descobri como nasciam os bebês e não gostei de imaginar meu pai e minha mãe trepando. De repente a Dona Cegonha, a quem eu dedicaria meu sucesso quando me formasse na faculdade, simplesmente não existia, isso mesmo, não existia... Senti um vazio e fiquei orfã da cegonha, nada daquele ser gordo e fraternal me carregando de um ponto x do universo até o aconchego do meu novo lar. Frustrei.
Senti a merda que é começar a ler sobre meu mais novo cãozinho de estimação, um filhote lindo e meigo com cheirinho de neném e no fim da página 2 daquele almanaque de cães que vinha no chocolate Surpresa descobrir que aquele que seria para-sempre-meu-melhor-amigo, muito provavelmente, não duraria até a minha maioridade. Trauma.
Depois veio a estupidez de mostrar o dedo do meio e, em seguida - depois de uma olhar fulo de repreensão-, descobrir que o significado dele não era tão simpático quanto o do polegar... Tudo culpa da Eliana. Enfia os dedinhos no cu, loira azeda!
Percebe, num estalo muito doido, que o símbolo da Antarctica não, não é o rosto do homem-aranha, e sim, dois pinguins no téte-a-téte, mas que se resolverem fazer um sexo animal vão precisar sair daquela posição, já que o acúmulo de gordura na região abdominal não permite maior contato. Desse eu dei risada.
Depois foi a vez do Carrefour, vejam só, é a bandeira da França e um 'C'... Quase precisei de terapia depois dessa... Passava o mês todo querendo ir pra Sorocaba (porque em São Roque não tem), só pra ficar olhando e admirando minha descoberta. No fim eu me senti gênia, mas só até o orkut nascer e eu descobrir que mais um montão de gente compartilhava da mesma descoberta. :/
Um belo dia, nos comerciais de um programa qualquer, a Globo vai anunciar a nova novela... Eu sei lá qual era o nome da novela mas não me esqueço, até hoje, do meu espanto quando li (eu já lia naquela época) na telinha: NEY LATORRACA. Como assim? Não era Neyla? Não, não era. Fiquei chocada.
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
Tá fácil pra ninguém...
Você pode deixar o gueto, mas o gueto não vai deixar você!
Fico indignada com essa mania retardada de famoso achar que selinho é autógrafo!

E fico fula quando não consigo fazer o Photoshop funcionar na base do mercado-negro, quando o Indesign não quer destravar e quando eu sinto que vou passar o feriado todo fazendo revistinha para trabalho de faculdade!
Aí vem ELE, com todo seu consolo divino(rá!), segurando na tua mão e te mostrando que podia ser pior, muito pior:
SÓ ZEZÉ SALVA!
Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Fecha esse ciclo!
Se tem algo valiosíssimo que aprendi com a Tia Ivone (beijoca, Kwo Kô!) é essa verdadeira filosofia de vida de fechar os ciclos na hora certa! Hahahahaha
Lógico que isso tem vários significados, mas como eu sempre pego o lado inútil das coisas, isso já acabou virando piada, mas piada com seriedade, porque às vezes, a melhor ajuda que você pode oferecer a alguém é dizer em alto e bom som: 'Fecha esse ciclo!'
Essa expressão significa deixar pra trás coisas ruins, momentos ruins, ou coisas que, por mais que tenham sido boas, fazem parte do passado e só! Ser nostálgico é bom, todo mundo se pega pensando no que já passou, mas não dá para viver em função de coisas que já não te acrescentam mais nada. Não é simplesmente descartar, mas é reconhecer o que aquilo proporcionou para você, sorrir e olhar pra frente!
Tanta gente se prende por coisas que já não fazem a menor diferença, por puro comodismo, preguiça... Uma vez eu li essa frase e gostei: Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo! As mudanças fazem parte da nossa vida, as contradições, os novos ambientes, novas pessoas... Em momento algum você precisa deixar de ser você, mas tem que aceitar que mudanças acontecem e elas são fundamentais para a vida continuar e continuar valendo a pena.
Às vezes é mais radical, em outras, nem tanto. Mas a gente tem que descobrir a hora de dar um basta, de se livrar de tudo de ruim, a hora certa que você sente que precisa sacudir um pouco a vida, mudar os ares e descobrir que por mais coisas que você já tenha vivido, ainda tem um outro tanto para você experimentar.
Tem que aprender a ser objetivo(a), prático(a)... Reconhecer quando algo já passou da fase da ação para ficar só na enrolação e tomar uma atitude... O que envelhece não é o tempo, mas a forma como você o encara... Quanto mais você se prende àquilo que não te faz bem, mais isso tudo vai pesar sobre você, te envelhecer, cinco anos ou mais. Sai dessa vida!
Quer exemplo?O namorado tá te enchendo o saco, já deu o que tinha que dar (rá!)? Seu chefe é um porre, aquele trabalho não vai te enriquecer em mais nada, nem em dinheiro nem em conhecimento? Aquela blusinha que você amava rasgou, perdeu a cor, manchou ou já tá toda esgarçada no seu corpo? Aquela amiga(o) já cansou de te decepcionar e você já cansou de dar a segunda chance? Você enjoou da cor da casa? Não aguenta o mesmo corte de cabelo de sempre?
Então colega, encontra o centro, respira fundo, se abre pro mundo e... FECHA ESSE CICLO!
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Quando chove na metrópole...
Eu costumo não gostar do que vejo pela janela do meu apartamento. Geralmente só aumenta a saudade que sinto da minha casa, aquela de verdade.
Mas hoje choveu. E choveu diferente... molhou devagar, ritmado. Deu pra sentir um vento fresco entrando sob a cortina e deu vontade de sorrir.
A chuva continua caindo noite a dentro, acho que pela primeira vez eu gosto de estar aqui, embora no fundo, eu saiba que preferia estar lá.
Eu fiquei uns dois minutos olhando e cheguei até a sentir frio, lá estavam os prédios que tanto me atrapalham durante o dia, pareciam mais doces agora, sob a luz de uma cidade que nunca dorme e sob a água que lavava com calma e com gosto.
Por uma noite eu amei São Paulo.
Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Coisas que poderiam sumir do mapa V - pelo bem das desavisadas!
Porque é sempre bom reforçar que noção é tudo nessa vida!
O limite entre ter classe e parecer uma vadia fica muito tênue quando está submetido ao desejo de se ganhar feminilidade... Muitas mulheres caem, todos os dias, nas armadilhas de suas escolhas...
5.1- Alça de silicone
Não pode ser sutiã tomara-que-caia, não pode ser lib pétalas (vulgo band-aid de teta), não podem ser alças com 100 jeitos diferentes de usar... Tem que ser alcinha de silicone!
Porque o objetivo, vocês sabem... É esconder a alcinha, fingir que ela num tá ali... "Opa, nem sutiã eu coloquei..." Mas aí que, óbvio, todo mundo tem que exercitar o imaginário e fingir que aquela faixa brilhosinha atravessando os ombros de cima a baixo não existe!
Há ainda quem use dessa super ferramenta, para, além de fingir que não tá usando sutiã, fingir que tem uma tatuagem... E vez por outra damos de cara com uma tribal estampada ao longo daquele plástico discretíssimo.
Hoje em dia a moda tá tão democrática, lingerie faz as vezes de acessório e muita marca tá investindo em alcinhas bonitinhas para aparecerem sob as blusinhas e fazerem um charme extra...
É tudo uma questão de bom-senso e de um mínimo de noção para perceber que algo que tem a intenção de passar despercebido não pode ter 'brilho', né?
5.2- Barriga de fora
Não, não tem a ver com tipo de corpo. Um pneuzão saltando mundo a fora pode parecer mais agressivo do que uma barriguinha sarada de academia se exibindo por aí... Mas acredite, a falta de classe está presente no mesmo nível em ambos os casos...
Tem menos de 14 anos? Tá na praia? Tá trepando? Tá em casa? Tá no banho?
Se você respondeu não essas perguntas é bom saber que você deve, então, guardar sua barriguinha sob as suas roupas!
Por mais que você ache lindo aquele piercing de estrelas penduradas ao longo do seu caminho da felicidade... Não tem jeito. Barriga, umbigo e amigo são coisas para se guardar...
Por isso tomem cuidado com a calça baixíssima, já tá fora de moda há um bom tempo mas você ainda pode encontrar em algumas lojas... Não estou dizendo pra se atarracar dentro daquelas calças que vão até o pescoço, porque aquilo encolhe a silhueta e te deixa parecendo um pinguim se você for baixa ou gordinha, o ideal é a calça dois dedos ou três dedos, no máximo, abaixo do umbigo, que, por mais que não estejam te agarrando na cintura, valorizam essa região do corpo, e como o jeans por si só já tem uma mensagem mais agressiva querer passar a mensagem de 'não sei ser sexy' por conta de cós baixíssimos pode te deixar com cara de funkeira e o pior, que não está num baile funk...
A feminilidade pode ser ressaltada das mais diversas formas através do corpo, sem você precisar exibir um milímetro a mais de cútis do que o necessário... Decotes assimétricos, tecidos molinhos e específicos para cada ocasião... Aliás, vestido é a peça mais sensual e mais feminina que uma mulher pode usar e, pela sua estrutura, pressupõe que a barriga estará coberta.
5.3- Dedinhos pulando pra fora da sandália
Isso, pra mim, é imperdoável! Sabe quando a pessoa tem o pé magro demais ou a estrutura da sandália é larga e não segura o pé e parece sempre que a moçoila tá encostando a ponta do dedão no chão? Então, lindo né?!
Sandálias com tiras mais finas passam uma mensagem de sensualidade que é muito interessante se soubermos aproveitar. Quem tem pé fino, por exemplo, tem que estar de olho se a sandália de tiras finas e salto alto vai ficar bem bonitinha sob seu pé todo, nada de sobrar dedo... E quem tem pé gordinho, largo demais tbm tem que experimentar com cuidado e olhar se o dedinho num vai ficar parecendo um membro com vida própria ao tentar escapar pela tangente de seu calçado.
Muito além de simplesmente servir, um calçado tem que combinar com você e não só no sentido de cores e estilo, mas no sentido de proporção e de 'ajuste', só vale usar aquilo que realmente fica bom e que parece que foi feito para seus pés, para não correr o risco de gastar uma fortuna com um calçado e depois parecer mulher de feira 'cus dedo tudo sobranu'.
5.4-Decote 'meu peito no seu nariz'
A região do colo é, para mim, uma das partes mais sensuais que uma mulher pode exibir, e fica mais sensual ainda se ela exibir com sutileza, tipo aquele charminho de uma blusa transpassada ou com botõezinhos que a deixam quem está interessado esperando por qualquer vacilo do tecido molinho na esperança de que algo a mais vai ser revelado.
Só que aí, vem a Creuza que não entende nada disso e enfia aquela blusinha que dá a impressão de que se ela levantar o braço, 'ploft', o peito vai bater na tua cara, zuber zéguizi, non?
Detalhes tipo decotes tomara-que-caia têm de ser usados com muuuuuita, mas muita cautela... Primeiro que quem usa num pode ter aquela gordurinha perto do braço, sabe? Senão fica parecendo uma mini-tetinha em desenvolvimento porque esse tipo de vestido é danado pra valorizar esse tipo de coisa; e segundo, que não pode ter peitão demais... Porque o tomara -que- caia por mais que tenha sustentação ótima ele vai precisar agarrar em algum lugar pra ficar no lugarzinho que você quer, se você tiver peitão ele vai acabar dividindo seu peito no meio se você tentar deixar aquela coisa mais chamativa, aí vai parecer que os 'mininu' tão tentando pular tudo pra fora e fica feio, muito feio... Esse é o tipo de decote que eu acho que a mulher tem que ser o mais classuda possível pra usar e ficar bem... Porque se enrolou em cima, se você tem que ficar puxando toda hora... Desiste! Não há como ser bonita e sensual se você não está confortável no que veste!
5.5- Mini-saia em mulher sem noção!
O bom uso da mini-saia pressupõe pernas finas e longas, senão vc fica, de novo, com cara de pinguim num piscar de olhos.
Perna grossa não é feio, mas tem que estar sob saias que sejam um pouco mais discretas que a mini, senão ao invés de parecer que você tem perna grossa, vai parecer qe você é gorda, pois o tecido vai marcar justamente na parte mais larga (ou numa das partes mais largas) do seu corpo. ( E isso é dica valiosa pra tudo, todo tecido que terminar em partes largas do seu corpo - criando algum tipo de contraste - vai deixar a impressão de que você é mais 'corpuda' do que parece).
E se tiver perna curta, desiste! Só algumas mignons conseguem o feito de serem baixinhas, usarem mini-saia e continuarem lindas, muitas vezes porque têm estruturas finíssimas de corpo, são SUPER magrinhas e compensam com a 'finura', a pouca altura, criando a ilusão de que têm pernas mais alongadas.
Pras mais cheinhas, néva...corre o risco de ficar parecendo capinha de butijão de gás!
5.6- Unha comprida demais
A gente sabe o quanto as mãos podem ser super atraentes, mas têm que estar super bem cuidadas para merecerem tal posto.
E unha bem cuidada pressupõe, estar lixada, com cutícula tiradinha ou bem empurrada, esmalte cobrindo a unha INTEIRA e nada de badulaques feito adesivos.
Unhas grandonas demais, não vão revelar que você é cuidadosa, vão passar uma imagem de falta de higiene por mais que estejam limpinhas e tudo. Unha grande demais é igual cabelo comprido demais, por mais que esteja bonito de verdade, sempre vai deixar aquela impressão de relaxo, que quem vê, pensa que você esqueceu daquela parte por puro descuido.
Essa coisa de que unha grande é coisa de gata, 'ui, tou te arranhando gostosinho' é tudo mentira, não se apegue a essas coisas, confia em mim!
Terça-feira, 14 de Outubro de 2008
Melhor presente!
Meu aniversário é tipos canaval, comemora-se durante vários dias e sempre termina num feriado(rá!). Mas é claro que é o meu carnaval, ou seja, nada de samba e nem de Sol!
Mas enfim, tou enrolando pra terminar esse post desde o dia 9, mas resolvi esperar as comemorações acabarem para fazer um apanhado geral, e nesse tempo entre o dia D e o post, passou uma frase pela minha cabeça que tinha muito a ver com toda felicidade que eu tava sentindo esses dias... Era algo sobre encontrar alguém que te ame como você é e como você gosta de ser... Fui Googlear jurando que ia achar uma frase digna de algum escritor famosíssimo, sei lá, e descobri que a minha memória tava tentando puxar a frase que a protagonista de Sex and the City diz no último episódio da série:
“Mais tarde, comecei a pensar sobre relacionamentos. Existem aqueles que a levam a um mundo novo e exótico. E aqueles que não são novidade. Aqueles que trazem um monte de perguntas. E aqueles que levam a um lugar inesperado. Aqueles que a levam para longe do lugar onde você começou. E aqueles que a trazem de volta. Mas a mais empolgante, desafiadora e significativa relação é aquela que você tem consigo mesma. Agora, se você encontrar alguém que ame o ''você'' que você ama, então isso é maravilhoso” (CARRIE BRADSHAW)
Mas...seriados à parte, é a frase 'negritada' que interessa! Depois de quatro dias de surpresas, risadas e todos os sentimentos bons desse mundo eu posso dizer que essa frase nunca fez tanto sentido pra mim como agora. E vou explicar...
Eu amo festa, amo estar com todas as pessoas que adoro, mas não gosto de festonas, acho que festa grande num serve pra gente egoísta demais feito eu! Eu gosto de ter todo mundo me dando atenção, gosto de curtir cada abraço, de dar risada junto, de conversar sobre a vida e ser paparicada... Festona num tem nada disso, você coloca todo mundo que você ama junto mas acaba que não aproveita a companhia de ninguém...
Então o que eu costumo fazer é comemorar aos pouquinhos, curtindo cada pessoa com quem vou estar, afinal, se elas são especiais o suficiente para que eu queira dividir algo que eu adoro, elas merecem atenção e eu, a atenção delas...
E esse ano foi assim, começou na véspera do dia 9, com jantar cheio de coisa gostosa junto do Fê, chegar em casa cedinho e ficar de papo com a Anzi, ir pra facul e comemorar com as meninas, chegar em São Roque e comemorar com mini-família, depois no sábado com família-amigos e no domingo com a família toda!
E foi em cada um desses momentos, com cada uma dessas pessoas, que entendi porque que eu gosto tanto de aniversário: porque é quando você vê, de um jeito bem simples, o quanto você significa para as pessoas... É pela forma que elas têm de demonstrar que o presente material é o menos importante que eu sinto que, putz, eu tenho muita sorte de amar e ser amada pelas pessoas mais especiais desse mundo!
Eles lembraram que eu amo girassóis, me fizeram perder o sono logo cedo com muita risada, lembraram até que minha caneta do coração tinha acabado, fizeram bolo prestígio e não se importaram da pizza esfriar porque eu me atrasei, aplaudiram horrores ainda que eu tenha cantado mal pra caralho, me ligaram ainda que meu celular estivesse péssimo e se esforçaram para cantar o parabéns, me deram chocolates e abraços e beijos, me deram cartões que eu vou guardar pra sempre, fotos de momentos especiais, tudo que me fez ver o quanto foi bom chegar até ali e que mostra que motivo pra comemorar eu tinha de sobra mesmo.
Se a gente fica mais velha, se é sinal de que o tempo tá passando muito rápido? Pode ser... mas eu é que não vou ficar de bico igual algumas pessoas que preferem simplesmente deixar o dia do níver passar em branco... Porque, pra mim, 'ficar mais velha' no dia 9 significou mais um aniversário com o homem que eu amo, mais um ano em que eu e a Anzi estamos grudadas, um ano com amigas novas e maravilhosas, um ano que faz o fim de semana demorar pra chegar só porque eu quero correr pra São Roque encontrar aquele pedaço de mim que tá lá plantado no meio do mato, mas que quando o fim de semana chega, aiiiii, é bom demais!
Essas pessoas fazem com que cada dia tenha um significado bom, lembre algum cheiro gostoso... Com essas pessoas eu me sinto eu mesma e gosto dessa sensação de não precisar fazer pose, de não precisar segurar a risada, de não precisar controlar as bobagens que eu adoro falar... Essas pessoas são aquelas que me fazem querer ir dos 21 aos 100 com toda energia do mundo pra continuar aproveitando tanta coisa boa.
E o que tudo isso tem a ver com a frase em negrito lá de cima? Então, daí que ela é perfeita pra mim, porque eu encontrei quem ama o que eu amo em mim... Que, independente de tudo, se tá chovendo em dia de calor ou se tem solzinho preguiçoso em manhã de inverno, elas me deixam livres para ser exatamente quem eu sou e quem eu gosto de ser e me amam um tantão, que eu sei, porque eu sinto e é tão bom sentir isso, dá um calorzinho no coração!
Fê, Anzi, Mô, Pri, Mah, Maki, Patty, Marinão 4º B, Mamis, Gode, Duda, Má, Rô, Leco, Negão, Alê, mais tios e tias(todos!), esse post aqui tem várias finalidades:
1-tentar agradecer mais um pouco por tudo que vocês fizeram e fazem por mim, por me conhecerem tão bem e me amarem desse jeitinho mesmo que eu sou! Porque vocês me fazem rir e riem das minhas piadas e bom-humor não tem preço! hahahahhaha
2-ilustrar que a gente pode tirar coisa boa e significativa de seriados de tv
3-mostar que olheira, pizza fria, trânsito, sono, saudade e desafinação são coisas que, apesar de parecerem negativas, podem fazer de alguém a pessoa mais feliz do mundo.
4- lembrar que faltam só 351 dias! =]
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
Palavrão é feio!
Ou não...
Tem uma grande diferença entre falar para ofender alguém na mais pura ignorância da falta de argumento ou falar aquele palavrão de boca cheia, para fazer uma graça mesmo, até que inconsciente...
Palavrão é uma síntese de sentimentos, uma catarse... Diz, em uma palavra ou expressão, tudo aquilo que você não conseguiria expressar em três mil verbetes dentro da norma culta...
Essa sublime forma de se fazer entender sem rodeios muitas vezes é mal vista... como falta de educação, falta de pudor, falta de respeito... Mas devo dizer que as pessoas mais interessantes que conheci sabiam e usavam os palavrões mais cabeludos e nunca perderam a classe!
Incrível dizer que os professores mais respeitados eram aqueles que sabiam a hora de soltar um cacete (nada literal) pra ver se o povo se tocava que era hora de calar a boca... Porque o palavrão humaniza e confere carisma se você souber usá-lo direitinho(!).
Mamãe é daquelas figuras que a gente ama só de olhar, tem o maior coração do mundo, mas quando o bicho pega e ela vê que a coisa feia, não exita em dizer que 'embucetou tudo' e no fim acaba rindo de si mesma. É esse caráter humorístico que os caralhos, cus e afins têm de mais legal, podem ser sinônimos de piadas, de um montão de coisa que só faz bem pra gente.
Enquanto procuramos exaustivamente por adjetivos que tentem definir aquilo que queremos dizer, os cacetes e porras estão sempre a mão, prontos para serem usados quando você mais precisa deles: dedinho na quina da cama, testa na quina do armário, falta de energia no meio do banho, trânsito parado quando você já tá atrasado pro trabalho, alegria depois de ganhar uma festa surpresa, alívio depois de tirar um espinho do dedo, seguindo um profundo suspiro depois daquela trepada fenomenal...
Palavrão é termômetro - tá quente pra porra! Tradutor de intensidade - você tá linda pra caralho! Declaração de afeto - te amo pra cacete! E de raiva - ô buceta de trânsito! Fala de sinceridade - sério, isso aqui tá um cu. De momentos de impaciência... - dava o cu pra sair daqui e ir pra casa ou 'vai chupar um canavial de rola' e me deixa em paz. Fala também de vontades catárticas - se eu tivesse um pau agora eu batia uma punheta. Ajuda na localização - Bem no meio do olho do teu cu. Dá o tom de animação - sai dessa punheta mal batida e vai ser feliz. E dá a exclamação máxima de todas as horas - fodeu!
Porque tipos eu não consigo imaginar alguém na hora 'h' dizendo que vai ter um orgasmo depois de introduzir repetidas vezes o pênis na vagina... Não dá, né? E também não dá pra ser roubado na rua e dizer 'ahhh, menino mau'...
Nada contra quem não fala e esses que me desculpem... Mas palavrão é quase um estilo de vida, algo que só entende quem fala, porra!
Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
Sandy 2 - a missão
Em entrevista, concedida à revista Veja, Daniele Hipólito declara ainda não ter perdido sua virgindade e que não se preocupa em nada com esse fato.
A questão não é que ela tem 24 anos, não é se ela pretende se casar assim, nem se a razão é religiosa... A questão é:
''Sou virgem..."
Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Ao meio-termo, com amor
Sou avessa à posturas extremistas, essa coisa meio maniqueísta de bom e mau, '8 ou 80'. Gosto da vida nas suas contradições e no equilíbrio eternamente desalinhado entre duas coisas opostas.
Há quem ame preto. Há quem ame branco. Eu gosto da mistura. Gosto do cinza que a mistura dos dois provoca, esse cinza de tempo nublado com cheiro de chuva, mas gosto, sobretudo, da fascinante justaposição desses díspares no instigante tabuleiro do xadrez. Sem esquecer das infinitas nuances no retrato de Elis e Tom.
Não tiro o mérito de quem, diante de infinitas possibilidades, se agarra a uma única escolha e se faz fiel a ela. O sacrifício deve ter suas recompensas, mas descobrí-las, no entanto, não são meus objetivos. Gosto dos extremistas porque eles me ensinam que o melhor a se fazer é não ser como eles. Ainda assim é importante conhecer suas causas nobres, suas filosofias gélidas de vida para que eu possa transitar entre elas, não por ignorância ou indecisão, mas pela firme decisão de brincar com os pesos da balança, não para que ela se equilibre, e sim para que ela nunca deixe de balançar.
Nem 20 com jeito de 40, nem 40 com jeito de 20, gosto daqueles que nunca deixam de ter 30. Não seja rebelde a ponto de se ridicularizar em trajes pouco convencionais e de gosto duvidoso e não seja quadrado ao ponto de nunca se indignar com nada... Questione, mas nunca perca a classe e manter a classe permite, vez ou outra, fazer deboche com palavreado chulo, o termômetro, quem dá, é o sorriso irônico que segue.
Dos puritanos eu sinto medo, dos perversos eu tenho dó. Nem vulgar, nem santa. Safa é a mulher que transita entre a dama e a prostituta com a facilidade de ser a primeira em público e a segunda entre quatro paredes. E vez por outra finge que trocou a ordem só para não se tornar previsível.
Nem o banal senso-comum, nem o burocrático conhecimento científico; nem o direitista engomadinho, nem o anarquista esfarrapado; nem o intelectual arrogante, nem o ignorante esgotável; nem só pé no chão, nem só cabeça nas nuvens: um lá e outro cá e de vez em quando plantar uma bananeira.
Direto do vinil de Jazz para a cantoria desafinada de uma canção brega qualquer de Odair José. Entre o cabeludo roqueiro e o limpinho modernoso? Fico com aquele ali, que cantarola The Doors sob o terno bem passado.
Um bocejo para os ateus, um joinha para os fanáticos... Gostoso é fechar os olhos e sentir que existe algo mais que você não consegue ver e em que você acredita, mas que você nunca vai deixar que te controle.
Viciados me entediam, assim como quem nunca experimentou nada. Gostoso é descobrir o prazer que ambos desconhecem quando se permite sorver até o último gole, tragar até o fim, pelo prazer surreal de sentir sabores, cheiros, sensações e estímulos que só podem ser apreciados quando são plenamente vivenciados numa sanidade que se permite loucura, mas nunca escravidão.
Rápido demais cansa, devagar demais também... Deixa o caminho te dizer a velocidade do passo. De vez em quando é bom parar pra olhar o que há em volta, de vez em quando é bom correr pra sentir o vento no rosto. Gostoso também é quando paramos para deixar a brisa nos tocar no seu ritmo singular.
Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
Fazendo o caminho ao contrário...
Desde que historiadores começaram a escarafunchar a história da humanidade que nós sabemos que o homem, ainda que sob forte repressão e aparentemente conformado, sempre teve a sementinha da revolta dentro de si.
Transformações se enraizaram no cerne da sociedade como se fossem de nossa natureza, certas coisas nem se discutem mais, pois se tornaram comuns que até esquecemos o quanto de merda foi jogada no ventilador para que pudéssemos desfrutar delas, se tornaram corriqueiras.
No século XX nossos pais e avós desejaram o fim de guerras, pregaram amor livre, viram mulheres queimarem sutiãs em praça pública e viram também um monte de relações serem interrompidas, criadas e mudadas no meio de tudo isso. Enfim, viveram em anos de profundas mudanças.
E quando começamos (quem tá lá com seus vinte anos)a andar com nossas próprias perninhas, não precisamos brigar por (vou me ater aqui a fatos ligados à relações mais íntimas e pessoais) liberdade sexual ou pelo direito de nos expressarmos como bem entendêssemos. Muita coisa ainda tem que ser mudada, mas em geral, os filhos da classe-média dos anos 80 nasceram sem precisar gritar, sem motivo de revolta, só curtindo a sensação de calmaria de um cenário agitado há pouco tempo.
E depois de tantas conquistas e de convivermos com as novas normas que elas implantaram, vemos que muitas delas acabam sendo escancaradamente mal exploradas. A liberdade sexual virou putaria gratuita e a liberdade de expressão nos obriga, todos os dias, a entrarmos em contato com um monte de especulações e porcariadas que não podiam ser imaginadas anos atrás.
Muita gente ainda tira proveito disso ao máximo, a grande maioria, na verdade, mas podemos ver também que tem quem queira fazer o caminho inverso: não o de voltar a como era antes, mas resgatando valores que se perderam no meio de tantas mudanças que não foram interpretadas e nem aproveitadas da melhor maneira.
Enquanto muitos expõem em praça pública a sua liberdade sexual e comemoram como um troféu cada noite de sexo com alguém diferente, outros se aproveitam do 'amor livre' para amar, antes de qualquer coisa. Enquanto alguns jovens aproveitam de toda autonomia que seus pais lhe ofereceram, outros só querem ficar em casa, curtir a família, conversar com a mãe que acabou de chegar pro jantar, atar um pouco desses laços que tanto se diluíram ao longo do tempo.
De repente, um tanto de coisas foram conquistadas e todas, claro, têm seus méritos, mas aí tudo ficou tão fácil e tão banal que a gente olha pra trás e dá vontade de resgatar um outro tanto de coisas. Fazer o caminho ao contrário não significa um retrocesso ideológico ou um ataque patético de nostalgia... É que enquanto o mundo se sacudiu para mudar, muita coisa caiu no chão e ficou pra trás, sentimentos e atitudes que não merecem ser esquecidos e que não precisam ser vividos como antes, mas que precisam ser resgatados, trazidos até os nossos dias para que todas essa mudanças possam, de uma vez por todas, serem vivenciadas da melhor maneira possível, antes que outras venham e se amontoem ao erro de agora.
Dá vontade de recuperar um pouco da inocência que se perdeu quando todo mundo amadureceu mais cedo, vontade de se prender na barra da saia da mãe quando ela tem que sair pro trabalho... Dá vontade de por um disco velho na vitrola e sentir que há muito tempo não se fazem mais coisas assim (mas que as que foram feitas serão eternas), dá vontade de fazer algumas pessoas calarem a boca porque se acham no direito de se expressar o quanto querem, mas, por fim, só repetem o que já cansamos de ouvir... E dá vontade de ensinar pra todo mundo que o amor livre é bem mais bonito quando, apesar de termos muitas opções, fazemos, todos os dias, a mesma livre escolha*...
p.s.: inspiração veio daqui, ó: http://parafrancisco.blogspot.com/2008/04/sobre-o-amor.html (pode ler o blog inteiro que vale a pena)
p.s.: esse foi para o Fê, por quem eu faço a mesma livre escolha todas as manhãs =]
Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
Coisas que poderiam sumir do mapa IV
Dessa vez não vou me opor a um todo específico, vou tratar de detalhes, porque detalhes 'são coisas muito grandes para esquecer' e Roberto é o rei, então lá vou eu:
4.1 - Unha do dedinho mais comprida
Essa preciosidade costuma aparecer frequentemente entre taxistas, cobradores de ônibus e toda sorte de homens sem um pingo de noção estética e hábitos de higiene!
Desde pequenininha, nos tempos da cartilha eu já aprendia que manter as unhas limpas e cortadas era super essencial para ser uma criança limpinha por completo! Por que nem todo mundo entende isso? E o pior, não é que o fulano gosta de todas as unhas compridas... Não! Ele gosta de uma só, aquela do dedinho, que ele lixa com os cantos arredondados e que, por vezes, vem acompanhada de um anel de ouro duvidoso.
Eu sinto nojinho em discutir as funções dessa queratina que ganhou a carta de alforria e está livre para crescer, mas sei lá, há quem diga que é charme (!), há quem diga que é para tirar totoco de orelha(!), eu digo que é pra enfiar no cu e pronto!
4.2 - Anel no dedinho do pé
Já que estamos no assunto de dedinhos, vamos aos do pé! Então, pé... Você sabe, né? Pé é aquela coisa que até quando é bonito, continua sendo feio...
Vale a dica de manter sempre cuidadinho, hidratadinho... Pra ficar legalzinho na medida do possível... Mas tem que entender que tudo tem limite. Os anéis, por exemplo, não devem escorregar anatomia abaixo... é feio, entende? Lugar de anel é na mão...
Aí a louca resolve colocar um anel no dedinho, com um istrás brilhanti, mas a tirinha tem que ser de silicone, assim quem vê jura, jura, que a menina tem um pontin de luiz no mei dos dê, num é um mimo?!
4.3 - Piercing no dente
Sempre que eu vejo eu acho que é obturação. Graças ao bom Deus, essa coisinha sem nexo já está em extinção, o que prova que ainda há um mínimo de bom senso regendo a vida das pessoas por aí.
Não sei o que leva uma pessoa a colocar um treco desses... Como eu disse pro meu amigo Bruno, sempre que eu via alguém usando isso eu rezava pra grudar comida e a pessoa passar vergonha. Que quem paga por um treco desses merece uma alface roxa de pingente.
4.4 - Cabeleira bicolor
A questão aqui não é mechinhas fofas de tons próximos nem nada... Eu num sou adepta dessa prática, mas não tenho nada contra e em algumas meninas até que fica bem legal mesmo!
O problema é quando as minina resolvem descolorir o picumã que é, por natureza, negro como a asa da graúna( beijo, Iracema!) e fica aquele loiro gema, sabe? Só que a colega não gosta do resultado e resolve deixar crescer, mas assim, deixar crescer mesmo, formando aquela (ironia mode on) linda (ironia mode off) divisão: seis dedos de cabelo preto, bem preto, e todo resto ( que esse povo gosta é de cabelo compridão, sabe? quase pegando no rego) amarelo-ovo-aspecto-de-sujo-o-tempo-todo.
É uma coisa meio 'volta pro mar, oferenda', porque o negócio fica feio de ver e eu super sinto impulsos de arrecadar vale-exorcismo pra tirar a cor daquele corpo ao qual ela não pertence.
4.5 - (para os mininu) Kit broxação
(Polishop voice mode on) Esse lindo kit é composto de uma regata, uma calça capri, uma papete super confortável e uma pochete super versátil que acomoda tudo o que você vai precisar ao longo do seu dia! (Polishop voice mode off)
Visão do inferno, sabe? Aqueles pêlos de suvaco ao léu (isso quando num rola uma suvaqueira pra piorar), um quinto da perna de fora, calçado emborrachado e grotesco metido a Jesus esportista e aquela bolsinha que de vez em quando ainda ganha novas áreas e se joga numa vibe a tiracolo. Muito digno!
Esse kit, ao ser identificado, deve ser urgentemente substituído por um amplo estoque de cuequinhas boxer, que só elas ( e Jesus) salvam! Se for branca, então...ai gente, se for branquinha aí a gente esquece o passado e ainda dá carinho.
* Para quem se interessar pelo kit broxação feminino, ele é composto por uma calça baixíssima, um top - NO STRESS - curtíssimo, umas pulseirinhas de miçanga concebidas num momento 'faça você mesmo' e uma rasteirinha de couro surrada que deixa à mostra, claro, o pontinho de luz que a Creuza tem no dedinho do pé.
4.6 - Cofrinho
É por isso que quem faz consultoria de imagem sempre diz que antes de sair de casa você tem que simular várias situações com a roupa que você escolheu... Sentar é a mais indispensável delas!
Não custa dar uma verificada no bagageiro antes de sair... Pra evitar que seus fundos de investimento fiquem expostos, ainda mais se ele sofrer da síndrome de Tony Ramos e tiver pelinhos extras...
E não adianta querer puxar a calcinha ou a cueca pra cima que fica feio do mesmo jeito. Toma vergonha nessa cara e usa a calça no lugar certo!
4.7 - Bigode
Assim, se você não tiver mais do que 40 anos, esquece! Pega uma gilete e se liberta (sem ambiguidade aqui, please) porque bigodinho é de matar... de desgosto!
Aquele bigodinho fininho, meio Latino nos primórdios de sua carreira artística(?), é a cereja do bolo do kit broxação. Ocorre frequentemente em meninos que ainda não se deram conta de que a puberdade chegou e que deixam a pluminha crescer livremente.
E se for mulher... Cara, se for mulher... Eu me recuso a comentar e deixo essa comunidade aqui convencer-lhes de que mais do que uma necessidade, não ter bigode é uma questão de qualidade de vida!
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
4° Encontrinho!
A manhã de domingo tava pra lá de convidativa... Sol logo cedo batendo na janela, céu limpinho de nuvens e um ventinho para refrescar (que vento no cabelo é coisa mais legal para dar clima de videoclip na vida real, me sinto até em câmera lenta).
Eu acordei um cadinho ansiosa, afinal ia conhecer um tantão de meninas novas e a tríade completinha! Depois de muito tempo interagindo por comentários, naquele 'bate-papo' diário entre links e fotos, a gente vai se apegando a essas meninas, vai criando um vínculo diferente, como se fossem amigas que a gente não vê há muito tempo...Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Coisas que poderiam sumir do mapa III
Porque eu sou toda justiça, né? Tardo, mas não falho! (má oê!) E para provar que estou de volta, trago-lhes, diretamente do âmago de minha alma, mais um capítulo da série de posts que carinhosamente tratam das coisas que eu exterminaria com um peido, se possível fosse.
Dessa vez, os motivos pelos quais me encontro aqui são...
3 - AS DEMONSTRAÇÕES PÚBLICAS (EXAGERADAS E BREGAS) DE AFETO!
Tem coisa que me irrita nessa vida é isso... Passei anos temendo que em algum momento alguém resolvesse me dar de presente de aniversário um carro colorido, soltando fogos de artifício com uma música de gosto duvidoso e um cara com um microfone, fazendo o locutor, na porta de casa (ou da escola) me desejando os parabéns em nome de quem quer que fosse.
Graças a Deus o medo passou porque quem me conhece sabe que eu odiaria um treco desses e como estou rodeada de pessoas sensatas (na medida do possível), creio que elas entenderam meu recado.
A questão não é sentir vergonha, achar que é mico... A questão é expor sentimentos, ninguém precisa ouvir sua mãe (namorado, pai, amigos) dizendo num microfone o quanto você é importante, o quanto você é amado... Certas coisas só precisam ser ditas para quem está diretamente ligado no assunto, e no mais, se alguém te amar tanto assim que precise extravasar esse sentimento pelo 'seu amor', relaxa, se for de verdade mesmo, isso vai estar nos olhos e ninguém precisará ser surpreendido por um carro doido na vizinhança espalhando aos quatro ventos que fulano é amado por sicrano. Coisas assim a gente demonstra naquele carinho, naquele jeito de olhar que sempre acaba escapando por mais que você tente se controlar quando está em público.
Mas o que, para mim, é um problema mesmo é o que esse povo metido a Gasparzinho (transparente, rá!) faz no Orkut... Principalmente os casais bobo-alegres...
O Orkut é vitrine de casais, nunca vi nada igual! As pessoas se declaram, comentam fatos íntimos, expõem fotos que deveriam ser guardadas para os dois olharem juntos, curtirem juntos... Fica tudo lá, feito carne no açougue, com todo mundo olhando, só 'torcendo' pro circo pegar fogo e de repente um dos dois mudar o 'estado civil'. E eles são tão transparentes que cada briguinha, por mais insignificante que seja, é facilmente identificada naquela música que colocaram no perfil, uma coisa sempre meio "não precisa mudar, vou me adaptar ao teu jeito, teus costumes, teus defeitos..." (e jura que se adapta, né fia?). E quando o bicho pega, rola um "that's it, there's no way, it's over, good luck''. E quando voltam, tudo que é meio virtual de comunicação sofre com os recados 'Fulano e Sicrano Forever'.
E se você tem as duas partes do cônjuge entre seus contatos, se prepare para contemplar um verdadeiro diálogo amoroso entre status do Orkut e mensagens pessoais do MSN. 'Ju - Bih, te amo, coisa linda', 'Bih - Te amo +'... Isso só pra dar exemplos curtos e que nem despertam tanto assim a vergonha alheia, porque quando o casal se inspira sai coisas do tipo 'não vejo a hora de chegar em casa...', 'noite maravilhosa, brigada amor', 'te espero daquele jeitinho', 'amo aquela pintinha linda hihihi'. E o ser aqui que vos fala se vê entre pensamentos obscuros sobre o que seria o tal jeitinho e onde se localizará a tal pintinha... Abstrai... Abstrai...
É natural que com esse boom da internet, que motiva as pessoas a mostrarem o melhor de si ( que ninguém põe foto que odeia nos álbuns), muita gente quer mostrar mais do que fotos perfeitas, quer mostrar uma vida perfeita... Inventa, aumenta... sei lá... A criatividade humana nesse quesito me espanta horrores.
É óbvio que alguma coisa sempre vai transparecer... Eu mesma tenho fotos com o meu bofe, algumas coisinhas idiotas na legenda... Mas nada comprometedor, nada que revele nossa intimidade ou hábitos. É saudável você ter relacionamentos e não escondê-los, mas não precisa convidar todo mundo pra um Big Brother da sua vida a dois.
Uma coisa é ser carinhoso, falar de afeto, de admiração, recadinho, testimonial legal... Outra é fazer charme insinuando uma vida sexual ativa ou as qualidades infinitas do seu amor que te leva flores todo dia, que te liga 35 vezes pela manhã... Pra mim, quem precisa disso, sei lá, é porque a coisa tá feia... Quando você precisa expor para ficar satisfeito é porque nem você acredita mais naquilo e faz aquele lance "uma mentira contada zilhões de vezes se torna uma verdade...", mas só funciona no imaginário, porque na real, o bicho tá pegando (truta!).
Exemplo mais tosco (é a única palavra que realmente define) que tive disso foi quando vi nas atualizações de meus contatos que meu amigo X tinha recebido um depoimento da namorada Y, daí que dizia algo como 'tou te esperando na caminha, morrendo de saudades de ficar de conchinha'... Os mais desavisados exclamam em uníssono: ''Ohhhhh, que meigo’’... Eu achei uma palhaçada, como que alguém aceita um depo tão íntimo assim? E numa conversa com esse amigo X, descobri que era a própria Y que tinha escrito e aceitado o depoimento no Orkut dele, sabe, pra dar aquele ar de 'olha como a gente é fofo'... Isso sem contar os tantos outros que ela tbm mandou detalhando a vida no lar doce lar do casal... E X? X desabafou com a pessoa que vos fala, o namoro está ruindo e ele já tá de saco cheio querendo chutar o pau da barraca. E Y? Y continua legendando suas fotos com poemas gigantescos falando da descoberta da alma gêmea e das maravilhas de ser uma família margarina. Precisa se prestar a esse papel?!
A graça toda da vida a dois é ela se restringir a dois (!)... Olhares cúmplices, segredos, risos indecifráveis... A discrição é a mãe de relações saudáveis, ou pelo menos, de pessoas com um pingo de amor próprio... Não precisa se esconder, deixar de ser espontâneo. Certas pessoas realmente são mais abertas, mas daí até a pormenorização do convívio de um casal tem uma grande diferença. O limite entre o carinhoso e o escandaloso tem que ser respeitado, as fronteiras têm de estar sempre claras para que não se corra o risco de ultrapassá-las ao menor deslize.
Tá trepando todo dia? Descobriu as maravilhas dos orgasmos múltiplos? Descobriu que é legal passar a noite toda conversando e rindo da vida? Achou o pinto (ou equivalente feminino) da sua vida? Ótimo, do fundo de meu umbigo eu fico muito feliz por você, mas, vai por mim, guarda tudo isso dentro do seu saquinho de coisas legais e não mostra pra ninguém... Mesmo porque o que tem de gente cheia dos 'contato bom' pra fazer 'trabalho esperto' pra acabar com alegria alheia...
As pessoas precisam, definitivamente, aprender que roupa suja se lava em casa e rasgação de seda se faz, de preferência, ao pé do ouvido.
Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
"Por uma auto-estima higher"
Depois de tanto ler tudo que a minha Doc. preferida tinha a dizer sobre os males dessa vida, eu resolvi aderir ao movimento que ela direta e indiretamente promove em seu blog, o Vodca Barata.
Quando está sob a alcunha de Dra. Vodca, Adelaide Ivanova(Ivi), ajuda suas leitoras desesperadas a enfrentarem situações que, muitas vezes, só tomam proporções gigantes porque as pessoas abaixaram a cabeça diante dos fatos.
Aí que, mesmo nunca tendo mandado nem uma carta de 'help me' pra ela, eu sou leitora fiel e por mais que às vezes os conselhos dela não sejam diretamente pra mim, eles me servem muito bem... Porque a raíz de muitos problemas é a mesma: a baixa auto-estima. É isso que faz você desistir antes de tentar, que faz você se enfiar no seu mundo porque está se sentindo feia, estranha, assustadora, rejeitada...
Tem dia que a coisa acontece assim mesmo... Você acorda se sentindo um cocô, uma grande caca fedida, normal, né? Até pode ser, se isso acontecer uma vez por mês, quando vc tá de tpm... Mas sentir isso todo dia é altamente perigoso, já que vc acorda mal, se cuida menos, se ama menos e por consequência vai se afastando cada vez mais do que há de melhor em você... Aí surge aquele muro enooorme entre você e o resto do mundo, e manter-ou conseguir- um relacionamento, um casinho, um namoro, um casamento ou uma transa ocasional fica muito mais difícil se você apagar sua presença do universo! A idéia é brilhar, e nem precisa de glitter não... Precisa é de bom humor para rir da vida, de você, exalar tudo que há de mais bonito aí dentro, amiga, isso sim é exercício obrigatoriamente diário.
Todo mundo tem defeitos e qualidades... Isso é inegável! Então o lance é mudar a SUA postura diante de VOCÊ mesmo! Você pode corrigir seus defeitos ou simplesmente fazer deles o seu diferencial!
Enquanto muita gente quer seguir o mesmo tipo, se encaixar nesse padrão de beleza... Nem todo mundo gosta da mesma coisa. E aquilo que, para você, é absolutamente impossível de ser mudado a ponto de te dar o passaporte para o mundo da 'perfeição', pode ser exatamente o que te faz especial para uma outra pessoa...O peito é pequeno? Você pode por silicone, ou melhor, pode usá-los como um instrumento instantâneo de elegância (pense em mulheres como Carolina Ferraz, Angela Vieira, Guilhermina Guinle... Todas símbolo de classe e em comum 'têm' a ausência de peitão!)
Branquela demais? Esse item, por experiência própria, pode se rsolver muito fácil... Sempre fui branquela, leite mesmo (barriga de lesma, filhote de gasparzinho e tals) mas eu sempre gostei disso em mim... Só que conforme fui crescendo, surge aquela cobrança abstrata dessa era de corpos bronzeados, dourados... E às vezes eu me sentia super envergonhada de ser A branquela no meio de um monte de amigas da 'cor do pecado', sempre me sentia meio deslocada, mas não cogitava a idéia de tomar um solzin que fosse. Aí que eu parei de sentir vergonha, porque se eu gostava da minha cor(ou ausência dela hahahah) do jeitinho que era, por que eu ia mudar só pra parecer com todo mundo? E foi justamente quando eu assumi minha 'branquelisse' que eu comecei a perceber que tinha muuuuito menino que amava meninas 'desbotadas'... Comecei a receber elogios, sem fazer nenhuma mudança, apenas porque assumi que e estava feliz do jeitin que eu era e passava isso pras pessoas...
Pode parecer exagerado... Mas foi logo depois disso que eu achei o meu bofe que ama meninas branquinhas e que, pra ficar mais perfeito, ainda acha óculos um charme!
Mas não basta agradar aos outros, tem que se amar muito... Ser você mesma sempre, se conhecer, conhecer seus gostos, suas vontades e descobrir que você pode ser muito mais linda se assumir, de fato, quem você é! Amor próprio para todas!
É a auto-estima higher contribuindo para um mundo de mulheres sorridentes e felizes! =]
Domingo, 27 de Julho de 2008
"Eles passarão, eu passarinho...''
Sempre ouvi dizer que para o homem alcançar a plenitude de sua existência era necessário que ele realizasse três coisas: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.
Três coisas ligadas ao ato de semear... Semear natureza, vida e sabedoria. A primeira é necessária para que haja a segunda, que é necessária para que haja a terceira e é com a terceira que o homem vai perceber o valor da primeira. E assim, cumprindo a valorosa missão, seguirá a existência humana na Terra, na paz cíclica do ato de semear o futuro. Bonito, né?
Precisei me deparar umas três vezes com essa frase para me dar conta de que, apesar de ser tão sábia, ela era altamente frustrante! Por quê? Porque eu não quero ter que esperar tanto tempo para poder me realizar como ser humano! Afinal, plantar uma árvore ( e zelar pela preservação dela), ter um filho e escrever um livro são coisas que exigem tempo, muito tempo. Isso se você quiser fazer as coisas de modo que elas realmente possam expressar seu verdadeiro valor.
Eu até posso colocar um feijão no algodão( que ele brota de um dia pro outro!), fazer um filho em cinco minutos( numa rapidinha super rápida), juntar umas baboseiras que escrevi há séculos e dizer que tenho uma árvore, um filho e um livro... Mas aí eu estaria mentindo pra mim, fazendo por fazer e estaria há anos luz de alcançar toda aquela coisa de ser alguém completo ( melhor era correr pro Bradesco, então!).
Óbvio que eu não vou ficar me enganando, né? Mas também não vou precipitar as coisas só para preencher minha existência com aquilo que realmente é importante... Uma bela árvore demora anos pra crescer e é preciso respeitar a maneira sutil na qual ela deixa de ser semente para se tornar, enfim, árvore. Um filho agora? Não! Ainda sou muito lesada para cuidar de uma criança e tenho muita coisa pra aprender e viver antes de assumir essa responsabilidade gigantesca. E escrever o livro? Bem... esse eu vivo ensaiando as primeiras páginas, mas me falta a maturidade dos grandes autores, a capacidade de comover o leitor, o jogo interessante de palavras, coisas que eu espero que venham com o tempo...
O tempo... Então eu simplesmente deixo ele passar até chegar a hora de 'comprar' esse combo de passagens para eu ir de um simples ser humano a um ser humano superior? Nem morta! Depois de refletir muito sobre a questão eu pude concluir(nada brilhante, mas eu concluí e pronto!) que as coisas que vão me tornar uma pessoa melhor no futuro, não necessariamente fariam de mim uma pessoa melhor aqui no presente...
A proposta, então, é a mudança desses valores... Para que esperar tanto para alcançar, o que seria, o ponto máximo da minha existência? Cada etapa da vida tem seu auge, cada fase merece o direito de ter seu auge, seja ele aos 5, aos 20 ou aos 80. Aos 5 anos o auge, para mim, era plantar o tal do feijãozinho, fazer amigos na escolinha e aprender a escrever.
E foi pensando assim que eu 'concluí minha conclusão': aos meus 20 anos eu alcancei o auge da realização que se pode ter com 20 anos. Pela simples constatação de que eu tenho tudo aquilo que eu acredito que realmente tenha valor, eu percebi que eu já sou alguém muito melhor do que podem supor os quase-centenários estudiosos das causas humanas. Não é porque eu não cheguei ''lá'' que eu já num cheguei ''muito longe''
Eu entendi que eu não preciso cuidar de uma árvore frondosa, de larga copa e infinitas ramificações; basta que eu mantenha aquele carinho e cuidado pelas orquídeas que eram da minha vó, sobretudo aquelas que ela carinhosamente chamava de 'Cintiazinhas', e através de fotos e mais fotos, guardar na minha memória a lembrança mais doce que tenho daquela figura que soube amar as flores acima de tudo. E ainda sobra minha eterna paixão por girassóis(um dia ainda faço um post só pra eles) e a mania de espalhar essas sementinhas por aí.
Eu entendi também que não é o momento para ter filhos, e descobri nos meus sobrinhos a forma mais linda e mais doce que eu poderia encontrar de amor. Devo ao meu irmão e à Rô, a alegria de sentir que toda minha capacidade de amar é executada ao máximo. Devo a eles a felicidade inexplicável de ser tia da Duda e do Má, ser um cadinho mãe de meus dois maiores presentes. Sabe quando você olha pra alguém e sente o coração apertar de tanto amor? Então...
No mais, eu encontrei a pessoa certa, aquele que no momento exato vai dividir comigo a emoção de sermos pai e mãe juntos, e que, por enquanto, vai curtindo também o gratificante posto de tio de coração, o tio ''Peípi''. A ele eu também tenho muito o que agradecer, porque que ele me motiva, me encanta e tem grande responsabilidade nessa história de eu perceber que o valor do tempo é relativo, que a gente pode dar as mãos hoje e voltar a ser a criança de ontem.
E agora é hora de ser mais filha do que nunca, de aproveitar antes de começar a andar somente pelas minhas pernas, de ser mimada todo tanto que eu ainda tenho direito, de encher o saco, de brincar de lutinha, de pedir colo, de pentelhar, de rir junto assistindo ao Pica-Pau, de ficar ali só olhando e tentando aprender tudo- para que eu possa, um dia, ser para os meus filhos tudo que meus pais são para mim.
Resta, então, resolver a questão do livro... Encontrar seu representante de igual valor para a atual fase da minha vida e completar o auge da minha existência no meu hoje. Aspirante à jornalista-metida-a-escritora-boba-alegre que sou, mantenho o sonho de escrever meus próprios capítulos, vê-los impressos, publicados... Mas, como eu disse, demora, né?
Aí que eu decidi fazer desse espaço aqui o ensaio para meu 'filho de papel' e, quem sabe, desse texto, as primeiras páginas...
Quinta-feira, 24 de Julho de 2008
Dos sonhos de Geórgia - I
Sentiu-se zonza. Se houvesse a chance de se olhar no espelho, veria a face branca, de um branco pálido, triste... cálido. Quis gritar. Não conseguiu. A claridade lhe doía os olhos, olhos que estavam vermelhos, inquietos, contrastando com a paz fúnebre da pele dolorosamente alva.
Sexta-feira, 18 de Julho de 2008
'Eu rio, tu ris, ele ri...'
Coisa que eu a-do-ro é gente irreverente e bem humorada. E se tinha alguém que era a personificação dessas duas palavras, esse alguém era a Dercy! Não vou ficar aqui fazendo homenagem póstuma e tals porque não gosto dessas coisas, mas temos que concordar que ela era o máximo!
E depois de tanto ouvir falar dela nesse fim de semana e de assistir a retrospectivas divertidíssimas, eu estava pensando
que chegar aos 101 anos deve ser algo que só se consegue se tiver muito bom humor e a genialidade de saber rir de si mesmo, mas não aquele humor piedoso dos perdedores e sim, aquele humor debochado de quem sabe o quanto é medíocre cultivar certos valores nessa vida.
Tem ainda aquelas pessoas que falam besteiras, se dizem 'mente aberta' e liberais, mas esses que se dizem muito'isso e aquilo' são, na verdade conservadores disfarçados... Enquanto eles estão falando de si próprios e tentando a todo custo impor essa imagem, pessoas como a Dercy nem precisam ser anunciadas, não precisam se explicar e fazem rir com a mesma naturalidade com que respiram.
O sexo, naturalmente divertidíssimo na prática, é (e nada mais justo) motivo de diversão na teoria também. A liberdade para fazer graça com esse assunto é fundamental para que se sinta essa mesma liberdade na intimidade entre quatro paredes. Só quando o sexo deixar de ter, de uma vez por todas, essa aura de sujeira e pecado em torno dele é que as pessoas poderão gozar (hua!) de todo seu potencial. É quando se aprende a rir de algo que se aprende, de fato, a lidar com isso.
Levar a vida tão a sério pode ser fatal, afinal, como alguém conseguiria encarar uma cara amarga no espelho todo santo dia por mais de dez décadas? Rir é exercício, é anti-depressivo, melhor que fugir da realidade com drogas, é fazer dela uma piada. E se rir é maravilhoso, fazer rir é divino. O trânsito, o sexo, o trabalho chato, a prova na segunda-feira, tudo fica mais divertido e mais fácil de enfrentar se você souber encontrar a graça natural de cada uma dessas coisas, é isso que faz a vida ser mais leve, é isso que faz um dia de puro stress ainda continuar valendo a pena. Política, justiça, polícia... se não tivéssemos aprendido a rir, já tínhamos ficado loucos.
O humor tem que ser assim: pura ironia, deboche, língua solta sem restrições. Tem que ser anárquico e, se puder, ter um quê de protesto e tem que ter também aquela inteligência de quem finge ser ignorante.
E soltar uns bons palavrões é algo que há muito já devia ter deixado de ser falta de respeito... Dercy soube muito bem explorar todo potencial humorístico de cus, bundas, porras, bucetas e pintos (e por aí vai), coisas que ou você tem ou você vai ver um dia, não tem jeito. Pecado é usá-los como ofensa, isso sim.
É... quem não tem cu é costurado; pra gostar de dar, não precisa ser viado e se me mandar tomar no meu? 'Deus te ouça'.
Terça-feira, 15 de Julho de 2008
Coisas que poderiam sumir do mapa II
Depois do Coisas que poderiam sumir do mapa I - Apenas o começo, chega a vez do segundo post da série, no qual retratarei minha profunda revolta com mais uma modalidade de auto-destruição utilizada por alguns homens e mulheres!
2- Ativista da causa nobre(seja ela qual for)!
É, pode até dar impressão que não sou nenhum um pouco politicamente correta, né? Mas a questão é outra, o que me incomoda são pessoas hipócritas... E o que me fode a vida mesmo são os 'hipócritas sem querer', aqueles que realmente acreditam que o que eles fazem é realmente indispensável e relevante para melhorar o mundo.
Esse item aqui tem várias subdivisões e eu vou tentar falar de todas...
E começo pelos vegetarianos chatos. Gente, odeio vegetariano 'consciente'! Odeio!
Uma coisa é você não gostar de carne (seja pelo sabor, pela cor, ou sei lá) e retirar essa porção apetitosa da vida do seu cardápio... Questão de gosto e ponto! Outra coisa (bem diferente) é você achar que vai morrer menos vaca nesse mundo só porque você deixou de comer uma picanha, um cupim ou um filezinho mignon... Sabe, acorda!
É pra salvar uma vaca? Então eu vou comer um vegetariano! E de quebra ainda colaboro com a extinção desses tipos chatos que atormentam os carnívoros
Legal é você ver esse povo protestando no meio da rua com suas rasteirinhas ou bolsinhas de couro! Super coeso, né? Você deixa a carne do boizinho apodrecer ao léu, porque você só quis aproveitar o couro dele! Hãnnn, entendi. Safadinho você, hein?
Parentes próximos dessa espécie de vegetarianos são os ativistas do PETA e todos os seus simpatizantes... O parentesco fica claro ao compararmos os dois grupos e constatarmos que eles compartilham do mesmo grau gritante de ignorância.
Na verdade, não é o discurso deles que irrita, é a forma como eles colocam a teoria em prática. Também acho desnecessário você matar animais para aproveitar a pele e fazer casacos para peruas deslumbradas. Mas ficar em porta de desfile protestando contra o uso de peles de animais por estilistas e ficar esperando a mulherada sair toda quente e pomposa com seus casacos e raposas para jogar tinta vermelha no look... Ah, viadagem, só pode... Isso é coisa de gente mal-comida e recalcada! Se a perua teve grana para comprar um casaco de pele, ao estragar o 'bichinho' dela você só consegue estimular a compra de mais um outro! E nem adianta mandar e-mail com 'imagens chocantes' de animais que foram submetidos à crueldade da vaidade humana... perua não lê e-mail e quem abre corrente de power point na caixa de entrada provavelmente não teria grana para comprar um item desses!
Uso de um post do meu querido Te dou um dado? para me fazer entender melhor:
"Aprenda a ser um ativista do PETA com o TDUD?:
- Comer carne: Não Pode
- Usar Pele: Não Pode
- Enrolar estágiários em papel filme no meio da rua com sol a pino para um protesto: Belezera!
Agora, enrola uma vaquinha ou um porquinho e larga no sol do meio-dia pra ver se essa galera não joga um balde de sangue em você... "
Outro item dessa minha lista de coisas que poderiam sumir do mapa fica por conta dos 'eu odeio os EUA'.
Não caio de amores pelos Estados Unidos e acho de uma deselegância e pobreza descomunal essa gente que tem sonho de ir pra Miami pra ver perua brega fazendo compra. Tanto lugar pra conhecer, tanta coisa linda pra visitar e o fulano quer ir pra "Maiami pra comprá prefume!''. Ahhhhhh pau no meu cu! Se não sabe como gastar dinheiro, dá tudo pra mim que eu sei!
Mas enfim, isso tem a ver com gente que acha que Estados Unidos é a coisa mais in do mundo, e não com o país em si. E como eu dizia, posso não morrer de amores, mas também não consigo imaginar o que faz alguém querer (e realmente achar que pode ¬¬) boicotar os Estados Unidos.
Olha a incoerência: o povo sai dizendo que é imperialismo, ditadura velada e o diabo a quatro, aí vem um fulano muito do desinformado achando que pode derrubar tudo isso só pelo fato de não comer no Mc e nem tomar Coke. Troféu joinha pra eles! Minha dica: se esbalda na Coca e seja feliz!
Mas os meus 'preferidos' são os super nacionalistas. Esse povo que acha que nasceu do 'ventre' de Caetano, que acha que rock do bom é só Mutantes e que jura de pé juntos que só o que é feito em terras tupiniquins é que presta. Muito digno. Vamo acabar com a abertura econômica e virar Cuba! FIDELize sua clientela!
Se os vegetarianos chatos são primos dos ativistas do PETA, os super nacionalistas são amigos íntimos dos anti-EUA. Pior de tudo é quando você conversa com essas pessoas e vê que elas realmente acreditam que mudam alguma coisa... Família unida, né?
Por mais que eu acorde com a auto-estima excelente de vez em quando, eu nunca cheguei perto de tanta prepotência e tanto egocentrismo a ponto de achar que o mundo vai ser um lugar melhor por minha causa ou por causa de mais trinta amigos meus que optaram por ter deficiência de proteína no organismo ou por ouvir só música nacional... Um ponto pela auto-estima elevada e -1457 pontos pela ignorância!
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Coisas que poderiam sumir do mapa I - Apenas o começo!
Vocês sabem que me preocupo muito com as pessoas e com o que elas fazem delas mesmas. Lembra do papo sobre a 'vergonha alheia', né?
Pode parecer muito fútil e inútil ficar falando sobre pessoas em vez de me preocupar com causas mais nobres, sabe como é, ser uma ecoblogueira e defender o mundo, os fracos e os oprimidos, mas confesso que num tou com saco pra isso, não, e tou egocêntrica demais, então, por agora eu só me preocupo com aquilo que está à minha volta e ponto.
Eu gostaria de fazer sugestões, muito particulares, para que certas coisas fossem abolidas do universo. Abolidas pelo meu bem( que sinto muita vergonha quando vejo essas coisas) e pelo bem das pessoas que são vítimas de si mesmas ao se exporem de forma tão ridícula e foderem com elas mesmas.
1- Mulher Natureba
Não adianta querer dar uma de Eva e achar que tá no paraíso. Com essa poluição e esse Sol, é obrigação tua cuidar da pele com muito carinho e protetor solar... Pele cheia de trocinho é PORCO, entendeu? Pêlos em lugares estranhos é nojento, bem como unhas sujas e cabelo cremoso... Desencana desse lance de banho de rio e- a menos que vc mergulhe de cabeça no Tietê- um bom chuveiro, muito sabonete e uma bucha daquela vegetal novinha que até arranha a pele só vão te deixar mais leve (literalmente).
Mato é lindo, Amazônia é nossa e tals, mas não no meio das suas pernas! Num quer depilar? Ok, isso é questão de gosto, mas dar aparadinha nessa selva é o mínimo que você pode fazer pela sua periquita, anda, mãos à obra, e que obra(!). Desbrava isso aí e em cinco minutos você tem uma tcheca nova!
Essa imagem de 'num-tou-nem-aí-pro-mundo-capitalista-selvagem-de-pessoas maldosas-que-só-querem-explorar-e-blá-blá-blá' é muito fraquinha, muito anos 70, já deu o que tinha que dar, vira o disco e muda de mantra. Se cuida! Faça do mundo um lugar melhor, comece por você e livre o resto dos seres humanos dessa visão do inferno!
izendo que precisa desperucar e sair por aí toda perua fashionista, mas ''turn off''' o look Leandra Leal de ser. Rímel e blush nunca mataram ninguém, botar fogo na blusinha encardida também não e nem tirar essa rasteirinha horrenda de couro desse pé feio vão ameaçar sua vida. Não precisa usar o esmalte da moda, mas lixar as unhas, passar uma base e manter tudo limpinho é higiênico, além de lindo! Secar o cabelo antes de sair, mais do que te previnir de um resfriado, evita que você fique espalhando Kolene por aí a cada vez que mexe essa coisa. E please, pára de andar feito uma pata, toda corcunda e com essa cara de pica-sonsa (mal comidaaaa), levanta essa cabeça, enfia essa barriga pra dentro, um pé na frente do outro, vai, você consegue! Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
Pequenas Transgressões
Entre o lixo no chão e o carro estacionado em lugar proibido, alguns sentem o peso de um automóvel na consciência, outros continuam leves como a folha de papel amarrotada no meio da rua.
O tênue limite, que separa os crimes entre aceitáveis e abomináveis, dança conforme a música do cotidiano. E vai tomando diferentes formas ao longo do dia, variando conforme o humor do ‘criminoso’...
Pela manhã, parece um absurdo o motorista do carro da frente descer o vidro e arremessar, sem nenhuma cerimônia o lixo para o meio da estrada. Mas de noite, quando o happy hour foi muito ‘happy’ e durou mais que uma ‘hour’, jogar a latinha de cerveja à sorte do vento não parece tão repugnante.
E é assim com o estacionar em local proibido, deixar entulho nas calçadas, avançar durante o sinal vermelho, dirigir de modo ofensivo, fumar onde não pode, atravessar fora da faixa... Ora é crime, e dos mais vergonhosos, ora é só um descuido, ‘opa, já foi’...
E para não soar tão agressivo a gente logo deu conta de arrumar outro nome para os crimes do dia-a-dia. Chamamos carinhosamente de ‘pequenas transgressões’. Sabe como é, para tirar o peso das palavras.
Somos todos pessoas de família e, como bons cidadãos cientes de seus direitos e deveres, estamos certos que lugar de criminoso é na cadeia e não no convívio de gente de bem que vive por aí só querendo ser feliz enquanto tropeça na lei e no lixo que esqueceu na calçada.
Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Cartas anônimas...
Ainda me lembro daquele virada de ano... 2004 para 2005. Mudava o ano e minha vida nunca mais seria a mesma.
Janeiro vinha perfumado de mistérios e o destino me jogava nos braços do homem de blusa verde na festa em que todos deveriam estar de branco.
Bastou uma troca de olhares, uma partida boba de um jogo de mesa e um papo louco sobre nós para que segundos depois estivéssemos nos amando como amantes íntimos, como conhecedores profundos de nossas bocas e línguas que se encontravam em movimentos febris, que oscilavam entre o amor e o desespero de saciar toda aquela fome antes do dia amanhecer.
Entre mãos, braços e pernas, cheiro, gosto e toque encontramos o que nossas almas pareciam procurar há séculos. Entre suspiros e sussurros juramos que seria para sempre mesmo que ainda não soubéssemos o que era aquilo que nos atordoava e fazia a cabeça girar.
Eu nunca vou entender como pôde significar tanto em tão pouco tempo, mas entendo que mereça ser eterno. Já chegou 2008 e continuamos a ser surpreendidos pela mesma vontade furtiva de nos amar como naquele 1° de janeiro de 2005.
E é por isso, por ainda me deixar de coração acelerado a cada vez que te vejo na porta do meu quarto, é que venho te agradecer.
Obrigada, mesmo!
Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
Superando as expectativas...
Sabe quando você espera muito por aquela estréia e ela ainda surpreende?
E sabe quando às vezes você não espera mas é a melhor surpresa que você poderia ter?
Sim, o filme é ma-ra-vi-lho-so, mais do que eu esperava!
E meninas, Marcela, Marcela e Priscila, obrigada por fazerem da gente um quarteto fantástico!
Amo vocês!
Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
Peloamordedeussaidaí...
De repente eu estou navegando pela internet e quem me conhece sabe que amo internet. AMO!
Adoooro passar horas no msn, com Gmail aberto, Twitter, Flickr( esse ainda tou começando a gostar) e lendo postagens de uns trinta blogs, pelo menos, e no meio desses tem o Te dou um dado? (que faz meu dia mais feliz com aquela overdose de ironia, sarcasmo e zuação na cara dura(ui!)!) e, voltando ao tema do post, foi lá que encontrei esse videozinho que não conseguiu me despertar nada além de um profundo sentimento de VERGONHA ALHEIA, sabe como é, aquele mesmo sentimento que invade a gente quando vemos o Rodrigo Faro cantando com a Eliana em pleno domingo, entendeu, né?
Você acordar e resolver se achar Jesus, ok! É coisa sua, todo mundo tem seus problemas e do mesmo jeito que eu posso acordar meio totalitário, posso 'acordar meio Jesus'. Mas daí até alguém resolver seguir o seu surto de egocentrismo... é de mais. E pior: fazer um videozinho com um vestidinho, penteadinho e guarda-chuvinha de gosto duvidoso e ter a coragem de cantar um refrão assim: INRI, INRI, IN, IN e por aí vai... Gente, só sentimento de vergonha alheia dá conta de abranger uma coisa dessas!
Muitas vezes, mas muitas mesmo(!), eu sinto isso... É aquela vontade de tirar a pessoa daquele mico, levar prum canto e dar uns tapas na orelha no maior estilo "Por quê? Por quêeeeeeeeeeee você faz isso com você? Vira gente, porra!". Porque eu sou muito boazinha e realmente me preocupo com a imagem de pica-sonsa que algumas pessoas insistem em passar e assim, acabarem com sua vida social ou carreira ''artística''.
Quer mais uns exemplos de picas-sonsas? Aquelas barangas do orkut fazendo poses estranhas e se achando a Miss Rabo de Ouro. Se antes eu vivia zuando a inclusão digital pelo tanto de coisas bizarras que elas nos fazia ver todo santo dia, hoje eu a A-DO-RO, me divirto horrores!
Tem aquele tipo também que todo mundo conhece (com certeza vc tem um amigo ou amiga) que quer arrasar na rodinha de violão, ou no videokê básico e (mesmo não cantando nada) se sente a própria Marisa Monte. E não é gracinha não, do tipo que a pessoa tá fazendo brincadeira e querendo divertir os outros, ela realmente acha que tá emocionando as pessoas quando canta (leia-se desafina) em ''Beeeem que se quiiiiiiis''. Ou aquela Marina Elali cantando algo do tipo 'ela só quer, só pensa em namorar' depois de assassinar o ritmo da música e enfiar uma voz 'eu-acho-que-poderia-trabalhar-em-tele-sexo'. Não dá, né? Pior ainda se for alguém imitando. Dói.
Só sei que esse sentimento de vergonha pelos outros, vulgo vergonha alheia, é algo cada vez mais essencial na minha vida, ele resume tudo aquilo que eu sinto- em um único segundo- quando quero tirar a Íris daquele programa de fofoca ou qualquer coisa dessa natureza. O que, para minha vergonha, não alheia, mas do mundo como um todo, é cada vez mais frequente. Na pior das hipóteses, divirta-se!
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
O dia em que amei um estranho...
4 de Maio de 2008
Sentou. Pediu um café. Abriu uma revista e ficou ali a bisbilhotar com os dedos o avesso da toalha de mesa. O café chegou, chegou quente e ele virou a página entre goles e 'ais' sutis que ferviam a língua.
O cachecol pendia sobre a borda do pires e acariciava a alça da porcelana fumegante. O casaco revelava uma camiseta branca que revelava um gosto discreto. Um sorriso discreto. Um olhar desinibido passeava entre mechas de cabelo que teimavam confundir-lhe a vista e confundir-me os pensamentos. Era amor.
Leu a última crônica da última página e quis soltar uma gargalhada. Segurou. Descansou os dedos e olhou para os lados. Demorou-se na minha figura apoiada na mesa do canto, eu o admirava submersa em algum torpor de paixão. Nos amamos eternamente durante os segundos em que nada víamos além do outro.
Passou as mãos pela barba por fazer. Sorriu o sorriso mais gostoso do mundo. Acenou um gesto curto como se quisesse dizer 'até mais'. Devolvi. Deixou um troco amarrotado sobre a mesa e dirigiu-se à porta, vacilou. Olhou para trás e me viu. Palavras seriam desnecessárias, seria arriscar desfazer a magia daquele amor mudo...
Nos olhamos pela última vez. Eu o amei pela última vez na contra-luz daquele Sol de inverno que invadia as janelas e a porta de madeira. Eu amei aquele cachecol e aquele jeans desbotado. E amei também um certo olhar confuso de despedida. O amor acabava ali. Nunca mais nos veríamos...
E tudo que poderia ser e não foi? Não sei. Só sei que esse foi o dia em que amei um estranho...
Domingo, 18 de Maio de 2008
Com vocês: Georgia Hepburn!
É com muito prazer que, a partir de hoje, passo a dividir esse querido espaço com uma amiga mais que especial. Ela vai dar a pitada extra de subjetividade aos posts e terá um marcador (aqui do ladin) para facilitar o acesso a todos os textos e poesias que ela publicar por aqui. O último post, o Surreal I, já teve colaboração dela!
Deixo agora que ela se apresente...
Olá,
Sou Georgia Hepburn, mas pode chamar de Gê.
Estou muito feliz por ter um espacinho aqui e poder falar um pouco sobre casos loucos, histórias estranhas, cartas que não enviei, amores sem nome...
Esse é meu perfil do orkut, caso queiram me conhecer um pouco mais...
Será um prazer físico entreter vocês
Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
Surreal I
22 de abril de 2008
As águas de março parecem ter se esquecido de fechar o verão e de pararem de cair, estamos quase em maio e continua uma chuva arrasadora exatamente como um mês atrás e o calor continua me acordando no meio da madrugada para tomar uma ducha... Depois de um dia daqueles, de tanto stress, em que até o chão tremeu sob meus pés (pois é, literalmente) tudo que eu não queria era levar remorsos para minha tentativa de mais uma soneca...
Ok! Sei que pedi para você não responder e-mails, pedi para ser direto e por um ponto final, mas sabe como é a meteorologia, não ajuda nessas horas e, ainda que tudo diga o contrário, o inverno chegará em breve e se eu não me engano nós temos um encontro para a tão esperada estação: foi um ventinho isolado, inoportuno e gelado que me fez lembrar você mais uma vez no dia de hoje.
Eu mandei mensagem, eu espiei seu Orkut e nada de você aparecer, exceto pela sensação de presença plena quando gozei com certas lembranças nossas (você sabe como adoro essas duchas no meio da madrugada...). Eu não sei terminar relações, eu não sei lidar com despedidas, especialmente quando elas significam mais do que um até logo e podem significar um adeus... Eu não sei lidar com expectativas frustradas e mais uma vez eu estou me abrindo demais, o que pode significar que eu não saiba lidar com limites também.
É esse tal encontro para o inverno que me tira o sono. As estações duram tanto e eu preciso saber 'quando' isso vai acontecer exatamente, entende? ''A gente se encontra no próximo inverno'' é abstrato demais pra mim. Reapareça para dizer que não vai aparecer mais e tire minhas expectativas de cappuccinos no meio da tarde e transas sob o edredom de uma vez por todas... Eu preciso de uma certeza, ou eu preciso saber 'quando' ou eu preciso começar a digerir o 'nunca'.
Não adianta tentar explicar ou justificar qualquer atitude que você tome. Nós dois e nossa mistura de sentimentos e sensações estão acima de qualquer entendimento, de qualquer dissecação lógica dos fatos. A coisa mais certa que já foi dita sobre nós certamente foi aquele ‘surreal’ suspirado entre uma loucura e outra.
Surreal também é escrever esta carta sem saber quando você poderá ler, é ter vontade de pegar o carro e dirigir até sua casa, deixar sob a porta e esperar amanhecer para ver, ainda que de longe, sua reação ao ler esse amontoado de palavras.
Eu nunca vou te entender, eu nunca vou entender nós dois, eu nunca vou entender essa carta, nem o que eu sinto, de fato, por você. Mas sei que nossas lembranças vão me acompanhar pro resto da vida, ainda que eu nunca compreenda o verdadeiro significado de cada uma delas
Obrigada por tudo.
Até logo ou adeus.
Terça-feira, 13 de Maio de 2008
Brega mesmo, e daí?
Gosto musical não pode ser rígido. Definitivamente, não pode! Você pode eleger uns preferidos, queridinhos do player, mas não deve se esquecer daquelas baladas-mico, brega-songs que podem trazer momentos inesquecíveis!
Sabe aquelas que tocam na melhor parte do baile de formatura e que todo mundo dança horrores? Aquelas que fazem até seu pai virar o índio do Village People, botar a peruca e correr pra pista de dança cantando 'aleluia(!),está chovendo homem' ?
Vai, diz aí, tem nada mais divertido que ficar vendo aquelas propagandas das infinitas coletâneas com as melhores músicas dos 80's, 70's e 60's. É algo incontrolável, quando você menos espera está cantarolando os refrães como se formassem uma outra e única música. Começa com Total Eclipse of the Heart, aí já vem Listen to your Heart, depois junta com Slave to love (ui! sadomasô!) e termina num 'She's got Bette Davis eeeeyes' (essa foi pro Muuuu!) no maior estilo 'Se Mata FM'.
Não tem com negar que é bom demais ligar o rádio e dar de cara com Magal se oferecendo todo gostosinho ''Teeeu, todo teeeeu'' , aumentar o volume e pagar aquele mico pro cara do carro do lado caso o sinal feche bem na hora do seu showzinho com o pegador da cigana Sandra Rosa Madalena . Vale Cauby(meu, Cauby é rei!), Waldick Soriano e até, atire a primeira pedra quem nunca cantou, Reginaldo Rossi .
Melhor ainda é arrumar alguém que tope um dueto e ponha em prática a performance de Ain't no Mountain High Enough ou Cruisin. Nesse item eu incluo Sandy e Junior e os eternos Jane e Herondi( desenteeeeerra).
E sem modéstia. Nada de cantar baixo, ficar com vergonha (afinal, no fundinho, todo mundo sabe pelo menos um pedacinho dessas raridades). Tem que liberar o gogó. E se continuar no cantinho enquanto todo mundo se diverte? Ahhhhh, deixa disso, Abra suas asas, solte suas feras, caia na gandaia, entre nessa festa!
Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Não gostei mesmo...
Estava eu no site da Editora Abril ontem, aleatoriamente procurando algo de interessante para ler. Espaço disso, daquilo e chego até 'Comportamento', um link para uma matéria com o título Mais gostosa na hora H e uma legendinha do tipo 'posições que disfarçam a barriga', fiquei tão espantada com essa chamada que resolvi ler a matéria toda...
A página carrega e dou de cara com umas ilustrações bizarras para 13(!) posições sexuais que disfarçam braço gordinho, perna fina, canela grossa, peito pequeno, bumbum flácido: um verdadeiro 'aprenda como se faz e faça' (!). Mais mal-comida que isso... Impossível. Sem feminismo barato, mas está mais do que claro que levar encanações para a cama atrapalha até o sono, o que dizer, então, do pobrezinho do sexo que fica em segundo plano quando a entrega é feita pela metade e tem que dividir espaço com as neuras do espelho.
Agora eu pergunto: que tipo de mulher faz isso e que tipo de homem ela quer agradar quando se submete a essa humilhação? Está mais do que provado que para uma mulher com dificuldades de atingir o clímax (ui, to muito ginecológica hoje), o mais recomendado é que ela se desligue do resto, se abra para aquele momento, mergulhe nele como um todo... Se ela está infeliz com seu corpo a última hora pra ela pensar nisso é na hora do 'vamo ver'. Começar a se preocupar com barriguinha saliente, falta ou excesso de peito e tantas outras coisas bem na hora em que deveria estar curtindo cada sensação que o parceiro pode proporcionar, espanta toda aquela magia da entrega, do prazer pleno. Vai tudo pro ralo... Acaba a espontaneidade, acabam as chances de ter um orgasmo legal e só alimenta traumas e baixa auto-estima.
É extramamente delicado e natural que uma mulher queira parecer mais bonita para o seu marido, namorado, rolo, sei lá, mas se ela está transando com aguém que realmente vai reparar em detalhes como esses na hora H, está mais do que na hora de dar um belo pé na bunda dele. Alguém que vá criticar o seio pequeno ou o pneuzinho é um mala sem tamanho e não tem como conviver com um cara desses... Se nem o homem se entregar, não há mulher que se sinta segura o suficiente para curtir todas as possibilidades de um sexo leve e sem encanações.
Para uma editora do porte da Abril, reforçar essa imagem tão plástica sobre a prática sexual e dar espaço para uma matéria tão vazia é algo meio incabível. Estava lá na página principal do site e também está dentro de uma revista chamada Vivamais que, segundo mini-pesquisas minhas, é direcionada para um público feminino completamente diferente da revista Nova (conhecidíssima por suas milhões de dicas de sexo- acreditem, eles tem criatividade para tudo isso- a cada edição). E aí eu me pergunto de novo: Só porque a mulher que lê Vivamais não tem o poder aquisitivo da que lê Nova ( dá pra sacar só pela diferença de preço entre as duas publicações) e não vai poder pagar pelo corpo perfeito da mesa de cirurgia, ela vai ter que conviver o resto da vida com 'disfarces'? Vai ter que se esconder sempre?
Imagine como esse tipo de matéria pode cair sobre aquela mulher que já está meio insegura, se sentindo meio rejeitada por não se encaixar nos rigorosos padrões de beleza... Pode influenciar as mais desavisadas e menos confiantes a aproveitarem menos o sexo e buscarem cada vez mais uma coisa que não faz diferença alguma dentro de um momento tão íntimo, no qual todas as preocupações devem ser deixadas de lado, no qual a mente e o corpo devem estar desligados de tudo ao redor para que, desde as preliminares até as 'posliminares', a sensação de prazer seja explorada ao máximo.
Pode ser exagero da minha parte sim, mas essa matéria me pareceu de péssimo gosto e absolutamente desnecessária. Legal é tratar o sexo sem tabus, sem neuras. Quanto mais livres as pessoas se sentirem, melhor será o momento do orgasmo e todo os outros momentos da relação sexual que o precedem. E estou certa de que é essa imagem que deve prevalecer, e ser reforçada, em relação ao sexo.
*Mandei um e-mail pra gerente de conteúdo lá do site (thaaaaanks fab!), se rolar resposta eu atualizo esse post e colo aqui para quem quiser ler.
Quinta-feira, 24 de Abril de 2008
Galocha, keffieh e por aí vai...
Hoje tem post para mostrar duas coisinhas que são mais que tendência lá fora, já estão nos armários dos mais informados e logo virarão febre nas ruas.
Primeiramente vou falar das galochas. Sim, galochas. Você deve se lembrar daquela botinha de plástico que fazia conjuntinho com sua capa-de-chuva, quase toda criança teve uma. Bien, agora elas voltaram e.... para maiores com estilo. Mais um item que sai da linha utilitário para virar acessório 'por dentro'.
Há algumas estações fazendo sucesso nas semanas de moda pelo mundo, nada mais justo que chegarem ao nosso chuvoso país tropical para darem uma levantadinha no 'look chuva' e, com o inverninho rondando, acompanharem a boa e velha skinny a qualquer lugar. Vale também como substituta ( graças a deus!!) daquela horrorosa bota plataforma ( já falei sobre ela aqui) para quem não desiste de se jogar no lamaçal das raves.
As mais lindas são da Glória Coelho desfiladas na última coleção outono-inverno da estilista. Mais sequinhas, mais foscas: tudo a ver com um inverno mais sóbrio, dá uma olhada:
Outras alternativas mais felizinhas são as da Burberry com o xadrez clássico da grife ou mais coloridas como as da Belloni:

E o outro ponto que me trouxe até aqui( e esse é sério) foi o famoso lenço palestino(o keffieh) que apareceu nas coleções da Balenciaga por Nicolas Ghesquiere no ano passado e, apesar de todo o
sucesso nas passarelas- usado até como saia-, está causando muita polêmica, afinal, o lenço tem toda uma simbologia e seu significado é totalmente diluído quando vira artigo fashion. Tem muita gente se ofendendo por aí e criticando esse 'tornar fútil' que o mundo fashion vem realizando.
Mas gente(!!!!), ainda não caiu a ficha que a moda é feita de referências?As coleções estão sempre recuperando e adaptando ícones de diversas culturas e áreas. Imagina se cada sapatilha chinesa, cada bracelete de madeira, cada artigo militar, cada 'n' coisas que são resgatadas do dia-a-dia
de um mundo global( ah, só me resta ser clichê) resolvessem reclamar seu direito de existir somente na cultura em que foram concebidos??? Ficaríamos completamente perdidos e não teríamos direito nem ao bom e velho jeans.
Eu apenas (pessoalmente, muito intimamente) acho que temos que nos policiar. A releitura sempre tem que ser fruto de um mínimo de bom-senso, pelo menos em quanto o tal objeto 'roubado' ainda estiver muito ligado à cultura de origem. Por muito tempo( ou para sempre) não é muito legal aproveitar as cores principais do keffieh - branco com preto, branco com vermelho, branco com azul- e dar aquela estilizada no maior estilo bandeira estadunidense, aí não cola!!!
Você não precisa ser o 'chato de galocha' do keffieh!
* Para quem vai adotar o lenço palestino e já está de olho em mais outros, o vídeo mais que prático da Glória Calil vem para facilitar tudo!! Confere aqui!!
Terça-feira, 22 de Abril de 2008
Nada mais que o necessário...
Abriu a porta num gesto preciso e silencioso, segurou com cuidado o chaveiro para não avisar que estava chegando. Era tarde. Muito tarde. Onde esteve a madrugada toda? Um galo cantou longe. O que diria para sua mãe? Para papai tudo bem... Ele não ligaria, era homem de farra, dava um sorriso gordo e ficava tudo entendido. A mãe não, ela a interrogaria, cheiraria roupas e cabelos, gritaria e o almoço de domingo seria uma guerra, com uma ruga de preocupação entre a mãe e ela na mesa.
O gato passou por entre suas pernas, quase tropeçou. Gato malvado, venha cá, Preto. Com o gato no colo subiu as escadas. Primeiro, segundo, pulou o terceiro degrau, rangia. Contou, esqueceu o sexto, droga, fez barulho... Preto pulou de seu colo e fugiu quando D. Alva apareceu no topo. Acendeu a luz. Senhora de si, até o chinelo de quarto tinha salto. Camisola de seda, maquiada. Quem olhasse diria que estava indo pra uma festa. Os cabelos louros, impecáveis. A voz grossa e irônica ecoou pela escada abaixo.
-Onde foi queridinha? Onde foi para voltar com esse cheiro de tudo que é podre? Esconder-se com mais um de seus amantes em um daqueles inferninhos que seu pai adora?
Aquela voz irritante fez Preto sumir pela sala. Bruna coçou os olhos, quis fingir que num ouviu. Como? Não tinha jeito! Sentiu as bochechas arderem, abaixou a cabeça. Calou um gemido que suplicaria para não haver briga. Não adiantaria. Abaixou a saia, cobriu a barriga com a bolsa, o cabelo no rosto. Quis descer um degrau. A mãe repetiu a pergunta, palavra por palavra, parecia que a tinha decorado enquanto esperava a hora de Bruna chegar. Tornou a peguntar e não obteve resposta. Bruna continuou parada, resmungando, segurando para não discutir, não naquela hora, tão tarde, estava com sono, queria dormir. Não conseguiu.
-Eu estava bem melhor que você, dona Alva... E papai também! Chegou a pouco, né? Vi quando o carro passou vindo da casa de jogos. Tinha alguém com ele no carro... Acho que não era você, mamãe!
- Você e seu pai combinam. Cúmplices.
A garota subiu uns degraus, ajeitou o decote, colocou a saia no lugar certo, jogou os cabelos.
- E você não tem ninguém, ninguém com quem combine, nenhum cúmplice. Vá dormir, vai acordar com olheiras desse jeito, queridinha mamãe!
A mãe não respondeu, continuou no topo com toda sua pose, dona da verdade, finíssima, não moveu um dedo. Bruna continuou...
-Esta cara amarga deixa um ruga em sua testa, cuidado, precisa refazer aquela plasticazinha idiota no nariz.
- Debochada feito o pai, têm o mesmo cheiro de porcaria, o mesmo jeito de alisar esses cabelos, essa postura de vagabunda... Puxou a ele!
-Ah mamãe, chega de se lamentar por ninguém ter esse seu jeito esnobe, essa cara comprida...- chegando perto da mãe, disse baixinho- Pena Thomás ter morrido, né? Era sua chance de criar um menininho metidinho a besta, com pulôver e calça social. Feliz dele que se livrou de você antes dos cinco anos.
-Não fale de seu irmão, ele era melhor que todos vocês juntos.
Bruna foi para o corredor, acendeu a luz, tirou a saia num movimento só, se livrou dos sapatos, deixou a mãe para trás. E gritou antes que a outra porta se fechasse.
-É, ele era idêntico ao coroa do banco, né? Aquele gerente bonitão...Você, hein mamãezinha, quem diria...
Bateu a porta para não ouvir os berros de sua mãe. Não precisaria, a toda senhora de si não tinha mais nada a dizer. Preto já estava no quarto enrolado no edredon vermelho.
-Você viu a cara dela, Preto?Deve estar uma fera - gargalhou alto como o pai- se mordendo de raiva...
Acendeu as velas com perfume de rosas. Apagou a luz. Sentiu falta de Thomás. Ainda podia ouvir os passos miudinhos e apressados dele pelo corredor. Abraçou Preto. A casa silenciara. Tudo quieto. Por enquanto tinha vencido. Dormiu calma, estava exausta da farra toda. Precisava descansar para renovar os argumentos à mesa do almoço...
Sexta-feira, 11 de Abril de 2008
Amarguinhas e tal...
Olhe à sua volta. Repare bem. Se você estiver cercado(a) de mulheres consegue distinguir quais são as mal-comidas, né? E nem vem com papo de 'oh, que absurdo', você sabe que elas existem e quem são, afinal, elas são responsáveis pela sua mesa ficar lotada de trabalho em plena sexta-feira quase na hora de fechar o escritório, por você ter que estudar em pleno feriado prolongado para uma prova na segunda, ou por você abrir seu orkut e dar de cara com uma menina muito estranha fazendo caras e bocas 'pra lá de sensuais' com legendas gigantes nas fotos falando sobre o sentido da vida... Entendeu, né?!
Não estou falando de TPM, de stress, de problemas pessoais, nem de coisas que possam eventualmente acometer o time feminino e torná-lo um pouco ranzinza ou estranho de vez em quando. Estou falando de mulheres que assumem essa postura de mal-comidas diante da vida como um todo. Parecem dormir eternamente de calça jeans e estão sempre com aquela cara de 'mau-hálito'. Ficam amaldiçoando qualquer coisa viva que encontram pela frente, inclusive você, se der o azar de cruzar o caminho de uma dessas em um momento inoportuno.
Aliás, todo momento parece ser inoportuno para 'as amarguinhas'. O telefone toca e elas fazem cara de toba, não toca e a cara piora; alguém as chama para sair e elas agem com desdém, se ninguém chama ficam isoladas curtindo uma brisa de humor questionável; você elogia e elas dão a entender, claramente, que te acham puxa-saco, se não elogia... Ahhhhhhhh, é coisa demais, elas são definitivamente complicadas.
Adoram achar pêlo em ovo, ver problema onde não tem, precisa de um exemplo? Há uns bons anos um grupo de feministas americanas se reuniu para tentar (acredite, elas tentaram...aí vai) mudar a palavra 'History' para 'Herstory', alegando que o uso do pronome possessivo masculino(his) dava a sensação de que a História, a trajetória da humanidade na Terra, pertencia aos homens. Oh Deus, eu me pergunto: por quê?? É coisa de mal-comida! Nada, nenhuma outra explicação dá conta de justificar uma atitude dessas. Óbvio que não estou generalizando, realmente temos mulheres que lutam pelos direitos das outras e isso é admirável. Mas a única coisa que aquelas 'outras feministas' conseguiram fazer ao propor o absurdo da 'Herstory' foi escancararem mágoas, amarguras, e ressentimentos com o universo masculino que, nesse caso, é o mesmo que a falta de uma boa gozada.
E na maioria das vezes, ser bem comida- ou não- não depende da performance dos respectivos parceiros dessas criaturas. O meninão pode fazer de tudo, mas é ela que não curte, que é toda recalcada, reprimida, cheia de tabus( ainda que não os demonstre naquelas fotos de apelo duvidoso), finge orgasmos, não conhece o próprio corpo e nem faz questão de conhecer. Ou seja, a culpa não é do pobre coitado do parceiro, porque se fosse, ou o caso seria resolvido com uma conversa aberta ou com um belo pé na bunda. Não tem jeito, é uma questão de opção. Elas escolhem assumir esse lugar na sociedade. Ao invés de explorarem seu charme, partirem para uma conquista sadia, preferem alimentar aquela ruguinha idiota na testa que estampa a eterna cara de quem comeu e não gostou (você decide sem tem um trocadilho aqui...).
Como se não bastasse o stress do dia-a-dia, os problemas de cada um e uma eventual ou matinal crise de mau-humor, ainda corremos o risco de sermos atingidos por aquele olhar fuzilante disparando amargura pra todos os lados e ele é fatal. Não, não dá.
Mulheres normais desse mundo, uní-vos!!! Colaborem para as que outras também possam desfrutar da alegria e do prazer de ser mulher, de todos os prazeres e até de certos desprazeres mas que não devem durar mais de 3 ou 4 dias. Mostrem o que um bom corte de cabelo, uma calça mais justa, um blush ou simplesmente um largo sorriso no rosto e um pingo de otimismo podem fazer com a auto-estima feminina. Porque de machistas com calcinha nós, definitivamente, não precisamos.
Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Um caso com o olfato...
(Adoro cheirar, cheiro tudo mesmo. Você pode até não perceber, mas se estiver perto de mim, eu vou te cheirar, acredite! É uma coisa antiga, mania... Inevitável.)
As pessoas podem estar ligadas por 'n' motivos: laços de sangue, de amizade, de amor...de cheiro. Sim, você se afeiçoa pelo modo como certa pessoa estimula seu olfato. Como também pode simplesmente não suportar a presença de um indivíduo se seu nariz não for agradado. Quando digo cheiro, é cheiro mesmo, da pele da pessoa. Pode estar associado a um perfume de qualquer outra origem, mas tem que ter aquele toque único, de cada um, individual. É esse toque todo pessoal que faz com que certos perfumes caiam bem em fulano, mas fiquem péssimos em beltrano.
Não sei com você, mas cada vez que eu chego em casa a primeira coisa que sinto é meu olfato trabalhando para finalmente me deixar à vontade, reconhecendo cada um daqueles aromas tão familiares e finalmente passando aquela mensagem inconsciente: 'lar, doce lar'. É uma mistura: o cheiro da madeira dos móveis, dos produtos específicos usados na limpeza, da plantinha da sala, de algum vinho aberto sobre a mesa, das pessoas que mais amo no mundo. Nada melhor do que se esparramar na cama e ficar aconchegado no bom e velho travesseiro que você identificaria ( e identifica!) de olhos fechados; repara bem, seu sono é muito mais gostoso quando você está com a cabeça no seu próprio travesseiro.
E cheiro de pai e mãe? Reconheço a quilômetros de distância, e gostaria de entender de famílias aromáticas só para conseguir descrever com precisão as notas que eu identifico quando os abraço. Mas se não disponho do método racional para explicar, vou pelo sentimental mesmo. Eles têm cheiro de segurança, de paz, de carinho acima de tudo, de sorriso, de me cobrir quando vou dormir, um leve toque de amêndoas doces com mais alguma coisa fresquinha para Mamis e um pouquinho de sabonete de neném pro Gode( sim, meu pai toma banho com PomPom), ah, tem também aquela lembrança do vinho que fica nas roupas sempre quando ele chega do trabalho.
Namorado(a) não fica atrás! No meu caso, é mais que fundamental! Estamos muitíssimos ligados pelo cheiro, acho que desde o primeiro beijo, e não poderia ser diferente. Se você escolhe passar sua vida inteira com alguém tem que existir essa identificação. Não dá para ser abraçado e não gostar de ficar com um pouco do outro colado em você, na sua roupa, na sua pele. É isso que faz a gente querer colo, 'dormir de conchinha', ficar o dia todo grudado, deitar a cabeça no peito e adormecer como se o cheirinho fosse canção de ninar. Faz toda a diferença...
Irmãos, amigos, primos, tudo!! Nem o cachorro escapa, aliás, cheirinho de filhote é a coisa mais gostosa do mundo, gosto de ficar quietinha com ele no meu colo só para sentir. Dá uma calma... Apesar de meio surreal, é a pura verdade. Todas as pessoas que amamos passam para nós alguma sensação olfativa, um estímulo que nos desperta ainda mais os sentimentos. Mas fico meio confusa em explicar o que influencia e o que é influenciado nessa história toda. Amo e acabo amando o cheiro ou amo o cheiro e acabo amando o resto?
Mais aguçado em uns, do que em outros, o olfato é o único dos cinco sentidos que está diretamente ligado às emoções, às memórias. O que explica, e muito, essa relação estranha e forte que estabelecemos com ele. Conseguimos armazenar, segundo o livro 'Biologia Molecular da Célula', até 10 mil fragrâncias diferentes (olha quanta gente e quanta coisa para você reconhecer só pelas moléculazinhas que elas liberam!) e isso porque somos um dos mamíferos menos desenvolvidos nesse quesito. Se esse sentido fosse ainda mais potente nos humanos, talvez percebêssemos a diferença de um pacote de Cheetos para o cheiro de chulé com mais facilidade. O que também nos faz perceber a ligação do paladar com o olfato, colaborando ainda mais com essa identificação, afinal o Cheetos fede muito mais para quem não está comendo, e os palitinhos de cebola incomodam muito menos um casal de namorados se ambos o comerem.
Bons ou ruins, agradáveis ou desencadeadores de uma rinite descomunal, sem o nosso querido olfato seria muito complicado lidar com situações do nosso dia-a-dia, como um vazamento de gás. A anosmia, perda total da capacidade de sentir odores, também compromete o paladar, se você fosse acometido por esse distúrbio não poderia identificar se a coxinha na sua frente estaria, ou não, fedendo e um pouquinho podre. O único ponto positivo seria livrar sua existência do arominha desagradável do pum que o cara do lado soltou ou daquele cheirinho de corpo que insiste em sair da axila alheia e chegar até sua cavidade nasal.
Mas, falando sério, teria alguma graça pegar um neném no colo e não sentir aquele cheirinho muito 'gotoso da coisinha mai linda du mundu'? Na pior das hipóteses você tem a chance de salvá-lo de uma bela assadura...
Sábado, 29 de Março de 2008
E na onda da moda de novo...
Para os fãs da série 'Sex and the city' é fato conhecido que a estréia do filme homônimo é ansiosamente aguardada para o meio deste ano. Fashionistas de plantão já estão roendo as unhas para se encontrarem com aquele mar de sapatos chiquérrimos, bolsas lindíssimas e looks pra lá de estilosos e irreverentes. Rolou até ensaio para a Vogue - referência na mídia impressa no quesito moda- com a Carrie( Sarah Jessica Parker) e o charmoso Mr. Big( Chris Noth) nas ruas de Nova York para uma divulgação do longa. Há quem diga que o nome da série deveria ser 'Fashion and the city', já que, muitas vezes o foco sai completamente do sexo...
E sendo muito sincera( e pronta também para receber as possíveis críticas), certos modelitos do seriado parecem muito com aqueles absurdinhos de passarelas -cheios de conceitos mas que você jamais usaria-, principalmente alguns desfilados pela protagonista Carrie. Pelo menos pra mim, adepta da discrição (exceto pelas gargalhadas escandalosas em momentos inoportunos), algumas peças do figurino de nossa queridinha Parker são como aquelas coisas quando você olha para uma foto antiga e diz 'não acredito que usei isso' ou vê um catálogo de moda da próxima estação: 'será que eu ainda vou gostar dessa roupa?'
E pode dar uma olhada por aí, estão vindo cada vez mais absurdinhos ( ou coisas que deixarão de ser absurdinhos até que a mídia nos convença que aquilo fica maravilhoso na gente). A mais nova do momento é 'Oxford shoes' para mulheres. Sabe aquele sapato super sério que seu pai usa nas ocasiões mais formais???? Então, estão com tudo e se adaptando à estética feminina- http://theshoegoddess.net/guillaume-hinfray-asi-635-barneys.jpg -, por enquanto parecem absolutamente inaceitáveis, mas eu prefiro nem criticar muito, afinal, em breve, possa estar apaixonada por um desses, do mesmo modo que há cinco anos atrás eu jamais imaginava usar calça jeans 'skinny' e achava lindo quando a barra da calça cobria quase que todo o bico do sapato. É a vida...
É impressionante como nosso gosto vai sendo moldado aos poucos. Com mudanças sutis e quase imperceptíveis a curto prazo a moda vai enfiando coisas guela a baixo e quando vemos estamos 'in love' com tudo que odiávamos antes. Assim é com o previsto fim da calça de cintura baixa, há uns bons anos cintura alta era coisa de mulher 'por fora', mas tenha certeza que nossa calça 'dois dedinhos de zíper' já está fadada ao mesmo conceito e a cinturinha lá em cima voltará a ter seus dias de glória. E os peep toes (aquele modelo de sapato que deixa as pontas dos dedinhos de fora)?? Eram coisa de vó há pouco tempo e hoje são os queridinhos.
Não tem nada a ver com personalidade, você pode manter um único estilo durante toda uma vida mas vai transitar entre coisas opostas com facilidade e quase sem querer. E engana-se quem pensa que estou falando só das mulheres. Óbvio que o universo masculino é menos afetado, já que tem menos acessórios que possam estar sujeitos às constantes mudanças dos estilistas. Mas repara bem, 20, 30 atrás terno xadrez era luxo, depois virou cafona e agora o quadriculadinho vai reaparecendo meio tímido para retomar o espaço de antes.
Quanto mais eu tenho consciência de que a moda é sempre uma releitura, uma adaptação do passado para as necessidades do hoje, mais eu tento arrumar espaço no guarda-roupas para não me desfazer de mais nada!! Mas nem de longe se compara aos 150 sapatos de Carrie Bradshaw que devem ter lhe custado mais de 40 mil dólares ao longo de sua fictícia jornada fashion.
Moderníssimos, estranhos, lindos, apaixonantes, clássicos ou tudo isso junto... Seja lá como venham os figurinos do esperado filme do ano (ou dos desfiles da próxima estação), tenha certeza que eles já passearam pelo nosso cotidiano em algum momento do passado e passearão em algum momento de um futuro bem próximo. O que vale é esperar sem preconceitos e prontos para reencontrarmos com nossos eternos amores: as quatro garotas de Nova York e nossos ex-futuros-queridos-odiados-absurdinhos...
Terça-feira, 18 de Março de 2008
"É chato ser cronológico..."
Faz umas duas semanas eu estava em mais um daquelas conversas bem aleatórias mesmo com um grande amigo meu (beijo Mu!!), um papo meio louco sobre sermos- ou não- cronológicos(organizado pela ordem em que as 'partes' sucederam). E depois de muita risada e teorias idiotas chegamos à conclusão que dá título a esse post.
As pessoas vivem praguejando e morrendo de medo da rotina, mas a rotina é um fato e, ainda bem, é inevitável. Imagine acordar todo santo dia sem nenhum plano, nada... Não dá. A rotina é maravilhosa, o que é insustentável é a monotonia. Mas também é impossível ter pique para fazer tudo diferente a cada segundo. Não dá pra ser performático sempre. É aí que entra o 'plano anti-cronológico': experimentar tudo de que você já está até enjoado, de um outro jeito, sem nada de muito louco, simplesmente trocando a ordem. Ok, meio idiota, né? Você que pensa...
É só analisar um pouco, tirando a ordem básica e essencial a que todos estamos fadados: viver para depois morrer, temos sempre a opção de fazer as coisas fora daquela lógica em que elas se apresentam no tempo. Pense no sexo. Sim, no ato. Isso mesmo! Agora imagine fazê-lo todas as noites e manhãs do mesmo jeito politicamente correto: 1-beijos apaixonados, 2-amassos, 3-tirar a roupa, 4-carinhos, 5-masturbação, 6-sexo oral e 7-''finalmentes''. Não há lingerie ousada, acessórios eróticos, suíte presidencial de motel que seja capaz de evitar o tédio nessa relação.
A graça em fugir da sequência natural das coisas, não está nas grandes mudanças, mas sim em aproveitar as possibilidades que as pequenas mudanças podem oferecer. Experimente fazer um 3-6-1-5-7-2-4. Ou qualquer outra sequência que der na telha. Você não precisa de mais nada além do que já tem- dois corpos e muita vontade- para curtir sensações diferentes.
Há uns sete anos li um livro do José de Alencar, um romance, bem pequeno, engraçadinho, que se chamava Cinco minutos e começava contando um pouco da história de um cara que ''não admitia ser controlado pelas oscilações de um pêndulo''. E nessa de se revoltar contra o tempo e o relógio, o moçoilo perdeu o ônibus que o levaria para a casa; cinco minutos de atraso e sua vida mudou completamente, porque foi no próximo ônibus que ele teve de pegar que o destino pregou uma peça e apresentou a mulher da vida dele. É uma ficção, mas quantas coisas novas perdem-se todos os dias porque simplesmente tudo é feito da mesma maneira sempre?
Pegar o outro ônibus, voltar por um caminho diferente, comer o doce antes do salgado, colocar o CD no modo aleatório, fazer amor sem roteiro... Roteiros são cabrestos, mas não devem ser rasgados, podem só ser bagunçados um pouquinho. Aproveitando a deixa e indo para o cinema, é fácil observar que um filme que fuja um pouco desses moldes cronológicos tem sempre opiniões divididas sobre ele, alguns acham confuso, outros acham louco, alguns gostam porque é diferente, mas sempre mexe com a crítica, pois é algo fora do comum, e uma grande maioria condicionou sua capacidade de entendimento àquilo que se apresenta de uma forma descomplicada e linear.
Lembra das aulas de História? Do jeito que está no livro didático parece que nada mais aconteceu em 1500 além do descobrimento do Brasil, que a Revolução Francesa parou a Terra e que a Guerra dos Cem Anos fez com que todos os homens do mundo passassem mais de um século vivendo em função dela. Óbvio que não, todos esses fatos estão inseridos em contextos, muitas outras coisas aconteceram ao mesmo tempo e podem estar ligadas dos mais diversos jeitos. Mas tudo é sempre apresentado tão quadradinho, em capítulos muito bem divididos e de uma forma tão desconexa que você esquece do resto, de tão isolados que esses fatos se apresentam, primando sempre pela lineariedade. Facilita o raciocínio pensar assim, mas a compreensão do todo é prejudicada, fica-se sem visão. Percebe-se claramentre que desde cedo o ser humano já é preparado para se limitar a uma organização regida pelo tempo.
Essas amarras, que já se fixaram na nossa mente, podam um pouco a liberdade no sentido de como experimentamos, sentimos e vivemos as coisas. Ficamos enfadonhos, repetitivos, monótonos; algo que não é natural, já que foi o convívio em sociedade que fez o homem criar métodos para reger sua vida e suas ações. Quando estamos entregues ao inconsciente, sonhando, por exemplo, somos livres, atemporais, tanto que temos sonhos absolutamente psicodélicos, loucos mesmo, vivemos as coisas de uma forma que parece inconcebível na nossa realidade e sentimos coisas que jamais sentiríamos acordados, por quê? Porque estamos o mais próximo da nossa natureza.
E agora sentimos a necessidade de voltar atrás e recuperar um pouco do que centenas de anos de metodologias cansativas e processos civilizatórios concretos fizeram com nosso lado abstrato, com nossa capacidade imaginativa, com nossa libido. Uma certa busca por sentimentos mais anárquicos, aquela coisa de usar os cinco sentidos ao mesmo tempo e curtir as coisas como um todo, sem ter de seguir uma ordem pré-definida. Afinal, ''é chato ser cronológico...''.
Terça-feira, 11 de Março de 2008
O medo de se olhar no espelho...
Sempre gostei de ler, sempre. Nunca tive aquela calma dos leitores virtuosos que lêem aos poucos, se deliciando com um único capítulo de cada vez, colocando o livro no criado-mudo e passando o dia a pensar sobre o que as próximas páginas vão apresentar a ele, segurando a curiosidade até o próximo encontro. Eu não. Não consigo. Gostaria de ter essa calma, essa paciência. Não tenho. Quando gosto, vou até o fim das páginas, num embalo só, de um só tranco, meio vício mesmo.
Ultimamente andava meio afastada desse meu lado meio bruto de leitora, foi retomado hoje, com mais vigor do que nunca. O responsável? 'A casa dos budas ditosos' de João Ubaldo Ribeiro. Por quê? Porque simplesmente é o relato mais envolvente, mais excitante, mais delirante, mais sincero( ou muito bem inventado) das peripécias de uma libertina sem preconceitos e sem limites. O livro é lindo. Acho impossível que os leitores virtuosos consigam manter o fino hábito de saborear aos poucos. Se conseguirem, é porque não entenderam a obra, ou prefiriram fingir que não entenderam. Afinal, os relatos deixam qualquer cristão de bochechas rosadas, coração disparado e , para os mais fiéis, aquele sentimento de culpa por sentirem aflorar seu instintos mais primitivos.
Alguns já disseram que a obra é um absurdo, um lixo, uma péssima influência, uma vergonha. Outros, pseudo-ninfomaníacos, fizeram dela sua cartilha, o que me irrita um pouco já que o propósito da 'libertina' é exatamente a liberdade sexual, e não existe liberdade presa a manuais, isso é para os fracos. Ela não deseja promover uma suruba global, ela não quer que a luxúria seja uma obrigação, ela apenas sugere que as pessoas escapem dos valores milenares que lhes foram impostos. Fala abertamente de incesto, poligamia, da falta de limites, de sucumbir sem medo aos desejos, à curiosidade. Mas sem, jamais, mostrar que é escrava de sua sexualidade, tudo é feito por prazer, sem aquela obrigação do vício, sem o tormento da dependência, sem o medo da culpa.
Ninguém que leia essas primorosas páginas vai, de repente, abrir mão de todas as suas crenças, valores e sair distribuindo seus buracos por aí sem nenhum escrúpulo. O propósito do livro não é esse, mas também não é somente um entretenimento vazio. Através dessa leitura nos confrontamos com nós mesmos, com aquilo que fazemos-ou deixamos de fazer- porque devemos e não porque queremos. É interessante a abordagem em relação às coisas naturais que insistimos em reprimir.
Afinal, monogamia, heterossexualidade, castidade, e tantos outros tabus, são absolutamente culturais. Nada têm a ver com o seu humano na sua forma mais original. Foram regras impostas de acordo com o que convinha aos poderosos durante toda a história e que nós acabamos usando artificios pra justificar e acharmos absolutamente normal. A cultura foi colocando nossos instintos no inconsciente, não teríamos coragem, nem estômago para lidarmos com eles de frente. Nos sentiríamos sujos se sucumbíssemos conscientemente aos desejos e vontades que povoam nossa mente oculta. João Ubaldo Ribeiro conduz com maestria esse confronto entre o leitor e seu lado mais impuro, ou mais puro, na verdade. Usa do sexo para escancarar com coisas que guardamos lacradas em um cofre. Escandaliza.
O depoimento vai na carne, nas entranhas de quem lê. Pornografia pura, das mais detalhadas, bem ricas mesmo, revirando o estômago dos mais pudicos ou matando de satisfação aqueles que mandaram às favas os tabus em torno do sexo. É a poesia em uma forma anti-poética, bem crua. Poesia sem forma, sem rima, poesia em prosa, sexo em prosa, sexo em tudo. Um encontro com uma libertina e um encontro inesperado, muito inesperado, com você mesmo.
* RIBEIRO, João Ubaldo. A Casa dos Budas Ditosos. Rio de janeiro: Objetiva, 1999. 164 p.
Quarta-feira, 5 de Março de 2008
Último primeiro amor...
Não deve ser necessário muito esforço pra que você se lembre do seu primeiro amor, não é? Talvez tenha sido só uma paquera tímida nos corredores da escola ou a transa mais louca da sua vida, talvez você o guarde só na lembrança ou tenha cartas e mais cartas, inclusive um ursinho de pelúcia. Não importa de que forma esse sentimento se manifestou, mas tenha certeza de que a forma como você lidou com ele é algo que não se repetirá.
Foi a sua estréia no complexo mundo dos sentimentos. Você estava encarando toda sua inexperiência de frente e projetando todas as suas expectativas em cima de algo que parecia eterno. Você nunca foi tão você mesmo numa relação como dessa vez (ainda que o outro ser nunca tenha ficado sabendo da sua existência). A falta de 'treino' faz com que a entrega, física ou sentimental, seja mais intensa, mais pura. Você poderia até ter recebido um ou outro aviso, mas não sabia o que era uma decepção amorosa, uma traição... Isso estava fora da sua realidade, não povoava seus pensamentos, simplesmente não te dava medo e assim você, pela primeira e única vez, não jogou, não manipulou, não fez exigências, só amou!
Em muitas ocasiões você costumava se contentar do garoto ou da garota pedir o mesmo chiclete que você na cantina do colégio, achava que era um forte ponto em comum, o suficiente para se apegar mais ainda. Bastava. E ficava feliz. Não estou menosprezando as outras relações, a experiência é fundamental em certos casos, e certas coisas boas só serão vividas depois de muitas quedas até encontrar aquela pessoa com a qual você vai desejar dividir toda uma vida. Mas a 'pessoa certa' vai chegar com muitas manias, muitos vícios, desilusões- igual a você- e , ainda que de forma inconsciente, coisas terão de ser combinadas, acordos cumpridos, algumas regras impostas, coisas que vão da fidelidade à pontualidade. Viu só? Tudo ficou mais difícil. Como já disse, a sua inexperiência não deixava você sentir medo antes, afinal, você não conhecia as diversas formas que você conhece hoje de ser machucado(a) por outro alguém.
O amor se dá, de várias formas, muitas vezes durante a sua vida. Ama-se pai, mãe, um, dois, três irmãos, vários amigos... Nada mais justo que nenhum amor ser igual ao outro. Você amadureceu, viveu, aprendeu e mudou seus conceitos sobre muitas coisas e pessoas, natural que a forma de lidar com sentimentos tão delicados também tenha mudado ao longo do tempo. A tristeza é quando aquele que poderia ser o tão sonhado 'amor de verdade', aquele da pessoa certa, sabe?, deixa de ser vivido por conta das tantas barreiras em torno de si próprio, muralhas que são criadas como forma de proteção, de segurança. Quando, na verdade, a nossa segurança não deveria estar nas muralhas, deveria estar no colo do outro, naquele afeto sincero depois de um desabafo.
Como muitas coisas na vida são cíclicas, os amores também o deveriam ser, assim viveríamos o último amor, com a mesma entrega do primeiro, a mesma ingenuidade. Ok, isso é impossível de se repetir inteiramente, mas é válido tentar. Um pouco de cautela não faz mal a ninguém, mas trazer todos os traumas da relação passada para a próxima, acaba com qualquer esperança de final feliz. Experimente abrir aquela caixinha com cartas, ou aquele diário antiiiigo, releia bilhetinhos carinhosos. Deixe-se admirar e levar pela forma como amou inocentemente. E não dê ouvidos se, por um acaso, disserem que deve-se amar todas as vezes como se fosse a última, eu insisto que deve-se tentar amar como se sempre fosse a primeira vez.
Surpreenda-se com os mimos mais singelos, os sorrisos mais soltos, as criancices. Se jogue de cabeça, mergulhe, aproveite como um todo, mude os conceitos de novo-se for preciso, seja mais irresponsável, permita infinitas vezes que o coração APRENDA a amar.Porque quando ele apenas reaprende, o melhor da espontaneidade já ficou de fora e você só vai ser mais um adulto chato, numa brincadeira em que só brinca e se diverte quem é realmente um pouco criança.
Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Sex, the city and us...
Depois de muita resistência ao longo de anos, pela primeira vez eu me rendi aos encantos de um seriado. Contagiada por essa mais nova mania da minha prima (beijo pra Anzi! ), estou assistindo a algumas temporadas de 'Sex and the city' e me divertindo horrores.
Apesar do besteirol hilário, e das caras impagáveis da Samantha, tem muita coisa ali que vai muito além do entretenimento puro. Quatro mulheres, solteiras, independentes, inteligentes, ávidas por sexo e cheias de dúvidas são, na verdade, uma. Miranda, Carrie, Charlotte e Samantha são personagens que evidenciam pontos distintos das loucuras de mulheres comuns. Contudo, por mais que sejamos mais parecidas com uma do que com as outras, elas são, todas, uma parte de nós. É como ver na tela um reflexo do nosso cotidiano separado em quatro partes.
Os símbolos são escolhidos propositalmente para facilitar uma rápida identificação com os episódios. Personagens de 30 anos para que possam transitar entre as neuras das mulheres de 20 ou 40, uma grande metrópole como plano de fundo, onde tudo é global, sem muitos elementos típicos. E assim, vemos Charlotte traduzindo nossos sonhos ainda românticos, Samantha refletindo nossa libido, Miranda 'discretamente escancarando' nossas inseguranças e Carrie que, com maestria, completa o círculo e nos faz sentir 'em casa', completamente à vontade com nós mesmas, afinal, nada melhor do que saber que nossas dúvidas existênciais, frustrações amorosas, ondas de futilidade e pensamentos indecifráveis não são uma exclusividade.
Rir de 'Sex and the city' é como rir do espelho. Garotas, estamos lá, na tela, de forma caricata, mas ainda sim, um reflexo.Estamos caminhando para a delícia de cuidarmos da nossa própria vida e para o medo de não termos alguém para cuidar da gente. É o preço que pagamos por termos ao alcance de nossas mãos a liberdade do sexo e o anonimato da cidade...
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
A atração irresistível...
Depois de muito ouvir as histórias pseudo-amorosas-sacanas de minha amiga com um cara que num é lá 'pra casar', acabei aceitando a sugestão dela e resolvi escrever um pouco sobre o magnetismo que esse tipo de homem exerce sobre as mulheres.
O tal bofe é o típico cara que é muito mais charmoso do que bonito, é divertidíssimo, de quebra tem um humor brega hilário, tem 'a' pegada, e adora falar umas sacanagens que deixa a menina atordoada e, pra completar a tentação, fica naquele 'chove mas não molha' que faz qualquer cristã subir pelas paredes. Enfim, o pacote perfeito do qual deve-se manter distância, léguas de distância. É fato, se apaixonar por um cara desses pode significar momentos únicos e um rio de lágrimas no fim das contas, do mesmo jeito que ele atrai uma, ele atrai outras dez,mas adianta avisar????Não!!!
Do outro lado, tenho um amigo que é um fofo, tão engraçadíssimo quanto o anterior, gosta de falar umas sacanagens, é bonito e charmoso, inteligente, dedicado e romântico, sim, romântico, daqueles para apresentar para a família e construir casinha na beira do riozinho com cerquinha de madeira. Deve ser o tipo de homem com fila de espera, pelo qual a mulherada cai de joelhos??? É óbvio que não!!! O coitado vive levando foras colossais, uma desilusão atrás da outra. Até andei suspeitando de que ele fosse o tal 'chiclete' e que acabaria assustando as meninas com tanto 'amor pra dar'. Que nada! E no atual estado de mulher comprometida (que analisa o 'mercado' com olhos muito mais frios do que antes), vos digo: ele é (exceto por uma bobeirinha ou outra) o cara perfeito!
Só que o suposto cara perfeito está sozinho e desiludido do mundo feminino, enquanto o 'adorável imperfeito' tem direito à escolha. E a chave é exatamente essa, ele é adoravelmente imperfeito, como se possuísse os defeitos certos. Poucas ainda sonham com o príncipe encantado de cavalo branco. A onda do momento são os caras sacanas, 'fofos com pegada', que tiram o sono, que em jogo de esconde-esconde deixam pistas e dúvidas sobre o que realmente sentem. Esses são aqueles que desesperam as garotas, as matam de tanto rir e tanta ansiedade, as tiram do sério, as fazem perder a linha mesmo! Injustiça, talvez, mas o coração- ou tesão- não escolhe essas coisas. Muitas vezes é aquele cheiro-já repararam como homem cafajeste tem cheiro bom?-, aquele sorriso irônico, um jeitinho tímido de 'se achar', até a delicada prepotência do gênero 'eu sei que você quer dar pra mim', pasmem(!), é motivo de encantamento.
E não adianta relutar, dar uma de feminista, ou discutir as possíveis razões filosóficas-metafísicas-históricas-biológicas para esse tipo de sentimento que move as mulheres em direção a esses homens-imãs. Isso está além da compreensão racional. É uma questão de pele, de química. Não adianta explicar ou alertar, não há escolha, quando menos se espera, o coração já dispara só de pensar no fulano, um frio na barriga vai pro corpo todo e já não tem mais volta.
Cabe a cada uma, agora, avaliar os prós e contras. O preço de arriscar ou o preço do arrependimento, qual é mais caro? Uma série de dúvidas ficam perambulando pela cabeça: o medo da decepção, o medo de perder a chance de ter uma história legal. Não se sinta sozinha. Você está longe de ser a única, não é raro que não seja a única apaixonada pelo mesmo cara. Normal...
Diante de tanto magnetismo, o campo de atração é realmente forte e não se culpe caso você seja vítima de um desses espetaculares exemplares. Eles estão espalhados por aí, aonde quer que você olhe, e se já não caiu no campo de atração de um deles, não se iluda, isso vai acontecer!! E apesar de tudo, acredite, você vai A-DO-RAR!
* Para divertimento de umas e tentativa de prevenção de outras, vai um link legal: http://www.manualdocafajeste.com/
Sábado, 23 de Fevereiro de 2008
A cegueira cotidiana...
Precisei chegar ao terceiro semestre da faculdade para perceber quantas amizades especiais eu estava perdendo. Finalmente acabei me aproximando de pessoas que, até então, não tinha muito contato e acabei descobrindo o quanto elas são especiais, e quantas coisas elas têm em comum comigo. Isso acontece com frequência, no trabalho, na vizinhança, em festas, escolas e faculdades, por algum motivo que, muitas vezes, nem sabemos qual, estupidamente nos privamos de amizades interessantíssimas.
Os motivos podem ser a timidez, um receio, um preconceito com a aparência da pessoa, um medo de não ser aceito ou, então, é aquela coisa estranha, estranha mesmo: uma cegueira cotidiana. É, isso mesmo, a cegueira cotidiana, aquela que faz com que você passe batido pelo Sol se pondo em tons únicos, que faz você ignorar aquele livro maravilhoso no criado-mudo, que faz você tomar um banho rápido mesmo quando você tem tempo, que faz você nem reparar no quão bonita estava a mesa do café da manhã naquele dia especial. Muita coisa se perde por conta dela e a chance de novas amizades se inclui na lista.
A pessoa está ali, convive todos os dias com você, vocês se cumprimentam educadamente e até batem um papo legal algumas vezes, mas por que raios a amizade não se consolida, se tem tudo pra ser uma relação legal? É essa cegueira. Não vemos, praticamente ignoramos as chances de fortalecer um relacionamento. Ficamos imersos em uma postura passiva, sem dar um passo e deixando o tempo passar. E com ele, a oportunidade vai embora, afinal, por vezes, nem as amizades mais fortes superam o tempo e a distância, quanto mais aquelas que poderiam ter sido e não foram. Viver em sociedade não é simplesmente dividir espaço com outra pessoa, é dividir todo um conjunto de coisas que vocês têm em comum, é conviver. E dessa convivência pode surgir um sentimento especial, uma cumplicidade, a amizade.
Contudo, enquanto continuarmos com aquele tipo de (não-) comportamento, absolutamente cegos para as coisas que realmente têm valor no nosso dia-a-dia, momentos, coisas e pessoas continuarão a cruzar nossos caminhos sem que deixem boas lembranças, sem que façam a diferença e preencham aquele vazio, sem que nessa troca intensa, parafraseando o poeta, deixem um pouco de si, levem um pouco de nós. E pior do que o vazio de se sentir sozinho é saber que esse vazio foi uma escolha na qual aquela cegueira cotidiana não nos deixou outra opção.
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
Entre o consagrado e o que está por ser descoberto...
Lá estava eu, de frente para meu queridinho eMule e ansiosa pela transferência da discografia completa do Queen (não conhece? joga no Google!). Com toda aquela chuva caindo lá fora, meu cabelo murchava só de pensar naquela umidade e não haveria nada melhor do que ficar em casa e me deliciar ouvindo os mais de 300 arquivos mp3 que eu acabara de baixar!Peraí, mais de 300 arquivos? Sim. Distribuídos por mais de 20 álbuns ma-ra-vi-lho-sos.E foi tanto arquivinho assim que me fez pensar mais um pouco sobre música.
O Queen inicia sua carreira junto com a chegada da década de 70 e por contas óbvias, já se vão 30 anos de muito sucesso. Com álbuns memoráveis, performances inesquecíveis do vocalista Freddie Mercury, muita originalidade e qualidade de som, a banda fez história e não é difícil encontrar pessoas que curtam a banda até hoje e não estou só falando dos fãs antigos, aí se inclui também uma galera mais nova que começou a curtir a banda mesmo depois da morte do lendário Freddie.
São bandas e histórias como essa que me fazem pensar na fugacidade dos sucessos dos dias de hoje. Tem muita gente da minha idade, e até mais nova, que sente uma carência absurda de um som que dure mais do que um verão, algo mais profundo, mais denso... Eu me refugiei no bom e velho rock and roll e no blues, alguns vão pra deliciosa MPB, outros caem nos sambas antigos, ou até no divertido pop dos anos 80. Não falta abrigo para esse time de carentes, mas falta um algo a mais que eles não tiveram e nem terão, pois a maioria dos grandes nomes da música já passaram dessa pra uma melhor e não deixaram seu talento em testamento, falta aquela identificação, aquela troca de energia em um show, aquela coisa de acompanhar a carreira, amadurecer junto e se sentir um pouco parte da história de um possível ídolo.
Hoje recebemos uma enxurrada de sons novos, mas esses grupos, banda, cantores ou cantoras vem e vão, não marcam, fazem sucesso por uns cinco anos (sendo muito otimista) e depois vão embora sem ninguém sentir falta, porque já chegou o outro 'melhor do mundo'. Uma discografia se resume em dois álbuns de sucesso e mais um ou outro que tenha sido um fracasso de público e crítica.
Tem muuuuita coisa boa rolando por aí, mas tudo aquilo de realmente bom acaba ficando restrito ao cenário alternativo, às pessoas que saem caçando pela internet, eventos e festivais. Porque, infelizmente, muito do que é de qualidade- aquele som mais denso que já citei- não é de interesse de grandes gravadoras e assim esses sons não atingem a projeção merecida. Alguns egoístas e fanatiquinhos de plantão até gostam de ter seus ídolos escondidinhos da massa, e se orgulham daquele status que a exclusividade oferece. Erro!!!!
A boa música tem que ser divulgada, há público pra ela. Quando fui pesquisar discografia do Queen para download fiquei admirada da quantidade de fontes disponíveis, ou seja, pessoas que se dispõem a esperar muitas horas para ouvir um som rico, bem trabalhado, e que querem ter isso com elas, guardando toda a obra de um artista. Na curiosidade, fui simular mais pesquisas de discografias antigas e lá vieram mais e mais fontes. Não estou querendo desencadear nenhum movimento a favor da música erudita nem nada disso, mesmo porque esse tipo de música exige um certo grau de conhecimento que seria impossível de se tornar acessível para um público gigantesco. Acho que a questão é unir o útil ao agradável, agradando as gravadoras e o público, que a música seja comercialmente atraente, mas que seja boa também. Que tenha seu refrão, seus três minutos e pouco de duração. Isso é tempo e forma suficiente para fazer algo de bom. Grandes nomes da música nacional e internacional souberam aproveitar esses recursos sem deixar a qualidade de lado.
Está mais do que na hora dessa geração 2000 conhecer coisa boa de verdade e feita no seu tempo, para acabar com aquele papo de que nada presta hoje em dia, sabe?Admirar um artista pelo seu trabalho no qual a dedicação seja facilmente percebida, acompanhar alguma trajetória de sucesso, perceber que nem tudo é tão efêmero assim e que muita coisa boa ainda pode ser feita. Aqueles ídolos do passado têm de se tornar uma opção, e não a única saída para os bons ouvidos que querem se sentir musicalmente satisfeitos.
Eu mesma não conheço quase nada de sons alternativos. Então, sempre que receber algo legal, vou postar por aqui. Não é isso que vai tapar essa cratera musical, nem de longe, mas a gente vai tentando dar um jeitinho, e enquanto isso eu continuo aqui caçando coisa nova e baixando mais duas discografias sensacionais: Beatles e Creedence! :p
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Saíram os coturnos, entraram as havaianas...
As faculdades funcionam como verdadeiros redutos das modinhas. Entra estação e sai estação, basta dar uma olhada pelos corredores e se torna fácil de perceber o que é 'in' ou 'out' naquele momento, principalmente no que se refere às mulheres.
Inverno passado tivemos que conviver com as moçoilas vestindo suas botas no maior estilo 'drag queen' de ser, aquelas plataformas gigantes que seriam capazes de detonar até a irritante delicadeza da Sandy. Concordo que as tais botas são perfeitamente interessantes para serem usadas em raves, já que o lamaçal de alguns lugares não perdoaria tênis ou qualquer coisa mais feminina, ok, mas não deveria ter saído de lá!
Jaquetas e casacos curtos, barrigas de fora, jeans skinny e a plataforma gigante, nada mais comum do que isso até uns meses atrás. Bastou subir a temperatura para a combinação ser deixada para trás e dar lugar à nova onda do momento: a linha 'mendigo chique', uma nova versão do 'hippie chique' do passado,que confesso, ganhou muito mais a minha simpatia.
Essa semana as aulas recomeçaram, e bastava um mínimo de esforço para peceber que o 'mendigo chique' tinha contaminado das desencanadas às fashionistas de plantão. Lá estavam as as blusinhas básicas, as bolsas gigantes, o jeans skinny( ainda firme e forte nas ruas), os óculos enoooormes e as imortais havaianas ou rasteirinhas do gênero. Cada menina tentando imprimir um pouco da sua personalidade, variando nos acessórios, mas sem escapar ao 'uniforme'. Para algumas só faltava o copinho da 'Starbucks' para completar o estilo Mary Kate Olsen de ser. O divertido é que no meio de uma linha tão desencanada, o blush e o rímel, continuam presentes, ou seja, largada 'pero no mucho'.
É a moda se adequando ao estilo prático que cada vez mais é exigido no cotidiano, deixando de ser artigo de luxo para cair no gosto de todos. Só que acaba caindo taaaaanto no gosto que a originalidade se perde, e como disseram meus amiguinhos universitários em mais uma de minhas mini-pesquisas: 'tão estiloso e tão legal que todo mundo usa e acaba ficando igual'( com rima e tudo!!!!!!).
Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
Música preferida???
Enquanto criava esse espaço e preenchia as informações do meu perfil, deparei-me com o campo onde destacaria preferências musicais...Deixei-o em branco. Não que eu não goste de música, não é isso, é uma questão um pouco mais complexa. É, na verdade, uma dificuldade em apontar, diante de tantas variedades, algumas poucas coisas que me agradem sempre e o tempo todo. E esse ponto me levou a pensar sobre uma música preferida.
Graças a uma mini-pesquisa feita com alguns amigos, comprovei algo que já imaginava: a música preferida ''depende do dia'', como eles mesmos disseram ao responderem minha pergunta. Ou então, citaram diversas coisas, quando na verdade, eu perguntei 'a preferida' e não as 'dez mais'. O que seria isso? Ora, a música tem uma capacidade incrivelmente forte de influenciar ou reforçar nosso comportamento. Não há quem esteja alegre e bem humorado sempre ou infinitamente triste todos os dias. Então, não há como gostar de uma mesma e única música.
Podemos levar em conta muitos fatores para que a eleita não seja sempre a mesma, as pessoas amadurecem, têm novos contatos, conhecem e vivem coisa novas. Era absolutamente natural que eu gostasse de 'Lua de cristal' aos quatro anos, pirasse com as versões de 'Sandy e Junior' aos dez, e achasse que 'I wanna it that way' era a melhor coisa do mundo aos doze. O tempo passou e tive contato com outras linguagens e meu gosto musical mudou muito, assim como o de todos que conheço. Se antes, música romântica era algo relacionado às bandas com cinco meninos e um loiro que gemia mais que outros fazendo cara de choro quando apontava pra câmera e dizia 'you'; passou mais uns três anos e eu prefiria lamentar minhas decepções amorosas me lavando de lágrimas com a Janis cantando 'Maybe'.
E não é só o amadurecimento com toda sua carga de tempo que afeta na escolha da queridinha do mp3. Basta uma mudança de humor ou um fato que tenha alguma relevância para que você retorne à sua 'playlist' caçando algo que complete o novo estado de espiríto. Afinal, não dá pra levar um 'chifre' do ser amado e ouvir o 'pagode da amarelinha' enquanto curte-se uma fossa colossal...
É fato conhecido essa capacidade que a música tem de influenciar e criar sensações. O que seriam dos pares românticos ou dos vilões sem as suas trilhas sonoras? Talvez eu nem tivesse chorado, sentido medo ou pena em muitas cenas. Esse estímulo auditivo contribui para completar o sentido daquilo que se é apresentado, um acompanhamento do visual, envolvendo o espectador como um todo, na intenção de deixá-lo completamente imerso na cena que ele vê, criando uma identidade com personagens e lugares, fazendo com que, muitas vezes, essa música seja transportada e relacionada a um momento em que o espectador viveu algo parecido ou sentiu-se da mesma forma como na cena que ele acabou de assistir.
Assim, não tem como apontar somente uma música como favorita. Podemos falar de gêneros, cantores específicos, mas destacar uma única, unicazinha, é complicado. O orkut, outros perfis que precisemos completar ou diante de uma pergunta como a que fiz aos meus amigos, deveria ser apresentado um leque de itens, exemplo: 'música preferida para dançar', 'para curtir fossa', 'para fazer amor( selvagem ou calminho)', 'para pegar a estrada', 'para ouvir no bar com os amigos', 'para desperucar'... Aí sim, ficaria mais fácil e humanamente possível escolher a dita cuja. Uma para cada momento, perfeito, não?
Para quem quiser dar uma olhada, fica a dica de um site muito interessante, o Musicovery( http://musicovery.com/ ), um espaço onde você escolhe o som que vai ouvir pelo gênero, década e, surpresa(!), pelo seu humor. Vale a pena conferir e curtir!
Porque com esse charme todo,

